Céline Dion voltará aos palcos após seis anos convivendo com doença rara

Céline Dion se prepara para reencontrar o público. Aos 58 anos, a cantora canadense fará 16 apresentações na arena La Défense, em Paris, na França, entre setembro e outubro de 2026. Depois dessa primeira temporada, ela terá outras dez apresentações em Las Vegas, nos Estados Unidos, em maio de 2027. O retorno ocorre seis anos depois de seus últimos shows regulares, realizados em Newark, nos Estados Unidos, em março de 2020.

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A pausa foi determinada pelos efeitos da Síndrome da Pessoa Rígida, condição neurológica rara que pode provocar rigidez muscular, espasmos e dificuldades de movimento. Céline revelou o diagnóstico publicamente em dezembro de 2022, mas contou recentemente à revista “Harper's Bazaar” que já apresentava sintomas havia aproximadamente 17 anos. Segundo a cantora, a condição é progressiva e ela prefere não defini-la simplesmente como uma doença. Para preparar o retorno, vem combinando tratamentos, terapia física e vocal, imunoterapia, Pilates e aulas de balé.

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A última grande aparição de Céline ocorreu em julho de 2024, na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris. Na ocasião, ela interpretou “Hymne à l'amour”, de Édith Piaf, em no reencontro com o palco diante de uma audiência mundial. Agora, a artista se prepara para retomar uma rotina que durante décadas foi parte central de sua vida.

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A relação de Céline Dion com a música começou ainda na infância, em Charlemagne, no Quebec, onde nasceu em 30 de março de 1968 como a caçula de uma família de 14 filhos. Aos 12 anos, escreveu sua primeira canção com a ajuda da mãe e do irmão e teve uma gravação enviada ao empresário René Angélil, com quem viria a se casar. Impressionado com a voz da adolescente, ele decidiu apostar na carreira da jovem cantora e chegou a hipotecar a própria casa para financiar seu primeiro álbum. Aos 14 anos, Céline já havia conquistado um prêmio no Yamaha World Popular Song Festival, em Tóquio, no Japão.

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A projeção internacional ganhou força em 1988, quando Céline venceu o Festival Eurovisão da Canção representando a Suíça. Dois anos depois, ela avançou sobre o mercado americano com “Unison”, seu primeiro álbum em inglês, e alcançou as paradas com “Where Does My Heart Beat Now”. A consagração veio pouco depois com “Beauty and the Beast”, dueto com Peabo Bryson que integrou a trilha do filme da Disney “A Bela e a Fera” e venceu Oscar e Grammy. A partir dali, a cantora deixou de ser uma estrela do Canadá francófono para se transformar em um nome de alcance mundial.

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O auge comercial chegou na segunda metade dos anos 1990, quando Céline passou a ocupar posição de destaque entre as grandes vozes da música pop. Em 1997, lançou “Let's Talk About Love”, álbum que reunia participações de artistas como Barbra Streisand, Luciano Pavarotti e os Bee Gees. Entre as faixas do disco estão “My Heart Will Go On”, tema do filme “Titanic”, que se tornou o maior símbolo de sua carreira e conquistou o Oscar de melhor canção original. A música também ajudou a transformar a trilha sonora do filme em um dos maiores fenômenos comerciais da história do cinema.

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Nos anos seguintes, Céline ampliou ainda mais seu domínio sobre o mercado de entretenimento, especialmente com as temporadas de shows em Las Vegas. A primeira residência, "A New Day...", estreou em 2003 e permaneceu em cartaz até 2007, com mais de 700 apresentações e cerca de três milhões de espectadores. Em 2011, ela voltou ao palco do Caesars Palace para uma segunda temporada, que também se tornou um enorme sucesso comercial. A experiência ajudou a consolidar o modelo de residência como uma das principais atrações do mercado de música ao vivo.

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Céline Dion foi casada por 21 anos com René Angélil, com quem teve três filhos. Após a morte do marido, em 2016, a cantora seguiu trabalhando e lançou novas músicas, excursionou pela Europa e iniciou, em 2019, a “Courage World Tour”. A turnê, porém, foi interrompida em março de 2020, primeiro pela pandemia de Covid-19 e posteriormente pelos problemas de saúde que levariam à revelação do diagnóstico de Síndrome da Pessoa Rígida. Em 2024, o documentário “Eu Sou: Céline Dion” mostrou de maneira íntima as dificuldades enfrentadas pela cantora e seu esforço para recuperar o controle do próprio corpo e da voz.

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