Cenário alarmante: novo relatório aponta que El Niño pode atingir uma das maiores intensidades da história

O fortalecimento do El Niño passou a preocupar ainda mais os especialistas após novas projeções indicarem 81% de chance de o fenômeno alcançar intensidade excepcional entre o fim de 2026 e o início de 2027. As estimativas mais recentes mostram que o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial evoluiu de forma significativa.

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Os dados foram divulgados pelo Centro de Previsão Climática (CPC) dos Estados Unidos, órgão vinculado à agência oceânica e atmosférica norte-americana (NOAA), no dia 9 de julho de 2026. Caso essa previsão se confirme, o episódio poderá figurar entre os mais intensos El Niños desde o início dos registros modernos, iniciados em 1950.

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Diferentemente das avaliações divulgadas meses atrás, quando ainda havia dúvidas sobre sua evolução, os cientistas agora consideram que o processo está consolidado e deve permanecer ativo por vários meses. O aumento da temperatura do oceano modificou a circulação atmosférica e já produz alterações na distribuição de chuvas e no comportamento dos ventos em diversas regiões do planeta.

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No Brasil, a tendência inclui maior frequência de temporais e excesso de chuva na Região Sul, enquanto áreas do Norte e do Nordeste podem enfrentar períodos mais secos e temperaturas acima da média. Além das consequências para o clima, especialistas alertam para reflexos importantes sobre a saúde pública.

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Um relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) publicado no dia 7 de julho avalia que enchentes, estiagens, incêndios florestais e ondas de calor podem favorecer o aumento de diversas doenças e ampliar a pressão sobre hospitais e serviços médicos.

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Mudanças no regime de chuvas também criam condições favoráveis para a disseminação de enfermidades transmitidas pela água e para a expansão de mosquitos responsáveis por doenças como dengue, zika, chikungunya, malária, febre amarela e oropouche.

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Além disso, o calor excessivo ainda eleva os riscos de desidratação, exaustão térmica e agravamento de problemas cardiovasculares e respiratórios, principalmente entre idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas. A fumaça das queimadas representa outro motivo de preocupação, pois reduz a qualidade do ar e pode intensificar crises respiratórias.

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Os efeitos também alcançam a saúde mental, já que perdas materiais, deslocamentos e interrupções de serviços costumam elevar os níveis de estresse e ansiedade. A produção de alimentos e o abastecimento de água também podem sofrer prejuízos, aumentando a vulnerabilidade de populações mais pobres.

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Diante desse quadro alarmante, especialistas defendem que governos locais adotem medidas urgentes de prevenção, com o reforço da vigilância epidemiológica e a garantia de abastecimento de água potável para blindar as comunidades mais expostas.

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