Centenário de Marilyn Monroe: relembre a vida e a carreira da lenda de Hollywood

O dia 1º de junho de 2026 marcou o centenário de nascimento de Marilyn Monroe, uma das figuras mais icônicas da história do cinema e da cultura popular. Mesmo passados mais de 60 anos desde sua morte, a atriz continua sendo referência quando se fala em celebridade, glamour e influência cultural. Sua imagem permanece aparecendo em livros, documentários, exposições, campanhas publicitárias e obras de arte, enquanto sua trajetória segue despertando fascínio por combinar sucesso extraordinário, vulnerabilidade pessoal e um legado que ultrapassou gerações.

Crédito: Reprodução do Instagram @marilynmonroe

Marilyn Monroe nasceu como Norma Jeane Mortenson em 1º de junho de 1926, em Los Angeles, na Califórnia. Sua infância foi marcada por instabilidade e dificuldades familiares. Abandonada pelo pai, cuja identidade jamais conheceu, ela passou boa parte dos primeiros anos de vida entre famílias adotivas, lares temporários e um orfanato, pois a mãe, Gladys Baker, enfrentava problemas relacionados à saúde mental. A ausência de uma estrutura familiar sólida deixaria marcas profundas em sua personalidade e teria influência em diversos aspectos de sua vida adulta.

Crédito: Domínio Público/wikimédia commons

Aos 16 anos, Norma Jeane se casou com James Dougherty, uma união motivada em parte pela necessidade de evitar o retorno a um orfanato quando sua família adotiva precisou se mudar. Durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto trabalhava em uma fábrica que produzia equipamentos militares, foi fotografada para uma reportagem destinada a incentivar a participação feminina no esforço de guerra. As imagens chamaram a atenção de agências de modelos e abriram caminho para uma nova carreira.

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O sucesso como modelo foi rápido. Com cabelos tingidos de loiro e um visual cuidadosamente construído, ela assinou contrato com a 20th Century Fox em meados da década de 1940 e adotou o nome artístico Marilyn Monroe.

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Os primeiros anos em Hollywood foram marcados por pequenos papéis e muito trabalho para se destacar em uma indústria altamente competitiva. A virada em sua carreira ocorreu no início dos anos 1950. Filmes como "O Segredo das Joias", “Torrentes de Paixão”, “Os Homens Preferem as Loiras” e “Como Agarrar um Milionário” transformaram Marilyn em uma das atrizes mais populares do cinema americano.

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Entre os momentos mais emblemáticos de sua carreira está a cena do vestido branco esvoaçante sobre uma grade de ventilação em “O Pecado Mora ao Lado”, do diretor Billy Wilder. A sequência se tornou uma das imagens mais reconhecíveis da história do cinema e consolidou sua condição de símbolo cultural global. Poucos artistas conseguiram produzir imagens tão duradouras no imaginário coletivo quanto Marilyn Monroe.

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Embora frequentemente retratada apenas como um símbolo de atração, Marilyn buscava reconhecimento como atriz dramática. Incomodada com os papéis repetitivos que recebia em Hollywood, ela fundou sua própria produtora em 1955, uma atitude ousada para uma mulher em uma indústria dominada por homens. Também estudou interpretação em Nova York com o renomado professor Lee Strasberg, ligado ao Actors Studio, buscando aprimorar suas habilidades e conquistar maior respeito artístico.

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Esse esforço resultou em atuações elogiadas em produções como o clássico ‘Quanto Mais Quente Melhor”, de Billy Wilder. O filme, que Marilyn estrelou ao lado de Tony Curtis e Jack Lemmon, é frequentemente apontado como uma das maiores comédias da história do cinema. Pela atuação, ela recebeu o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme Musical ou Comédia, um dos principais reconhecimentos de sua carreira.

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Sua vida pessoal despertava tanto interesse quanto seus filmes. O casamento com o astro do beisebol Joe DiMaggio, em 1954, transformou-se em um dos relacionamentos mais comentados do mundo, embora tenha durado menos de um ano. Posteriormente, Marilyn se casou com o dramaturgo Arthur Miller, autor de obras fundamentais do teatro americano. A união terminou em divórcio após quase cinco anos.

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Outro episódio que contribuiu para ampliar a aura de mistério em torno de Marilyn Monroe foi sua associação John F. Kennedy, então presidente dos Estados Unidos. Embora nunca tenha sido comprovado oficialmente um relacionamento entre os dois, rumores sobre um envolvimento amoroso ganharam força após a atriz cantar o célebre "Happy Birthday, Mr. President" durante uma homenagem a Kennedy no Madison Square Garden, em maio de 1962.

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Por trás da fama, entretanto, havia uma mulher que enfrentava desafios constantes. Marilyn conviveu com ansiedade, depressão, insônia e uma crescente dependência de medicamentos prescritos. A pressão da fama, a intensa exposição pública e as exigências da indústria cinematográfica agravaram suas dificuldades emocionais.

Crédito: Reprodução do Instagram @marilynmonroe

Em 5 de agosto de 1962, Marilyn Monroe foi encontrada morta em sua residência, em Los Angeles, aos 36 anos. A causa oficial da morte foi registrada como provável suicídio por overdose de barbitúricos. Sua morte prematura gerou comoção mundial e deu origem a inúmeras especulações e teorias que persistem até hoje.

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O legado de Marilyn transcende o cinema. Ela influenciou gerações de atrizes, cantoras, modelos e celebridades. Sua imagem foi reinterpretada por artistas como Andy Warhol, tornando-se um dos símbolos mais reconhecidos da arte pop. Ao longo dos anos, sua história inspirou livros, documentários, séries e filmes que continuam tentando compreender a mulher por trás do mito.

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