Fenômenos como o El Niño podem alterar a intensidade de monções e intensificar essas ocorrências, o que aumenta a necessidade de sistemas capazes de antecipar mudanças no tempo com maior rapidez e precisão. Diante desse cenário, a China passou a investir ainda mais em inteligência artificial (IA) para aprimorar a previsão do tempo.
O objetivo com o uso da nova tecnologia é antecipar a chegada de fenômenos extremos como ondas de calor, tufões, enchentes e longos períodos de seca e oferecer informações mais precisas para que as autoridades possam agir antes dos impactos.
Crédito: Reprodução/YouTube ReutersO país já utiliza sistemas como Fengwu, desenvolvido pelo Shanghai AI Laboratory, Fuxi, da Universidade Fudan, e Pangu, criado pela Huawei. As plataformas recorrem à IA para analisar grandes volumes de informações e identificar padrões relacionados ao comportamento da atmosfera.
Crédito: ReproduçãoDurante uma temporada marcada por condições meteorológicas especialmente adversas, essas ferramentas foram usadas para acompanhar a trajetória de tufões e tempestades com maior antecedência. Na maioria dos eventos, a margem de erro diminuiu para menos de 30 quilômetros e 30 minutos de diferença.
Crédito: Reprodução/YouTube ReutersOs resultados apresentados permitem às autoridades preparar medidas de segurança e direcionar recursos para as áreas com maior risco de enchentes e outros impactos. A tecnologia também colocou os sistemas chineses em posição de destaque diante de ferramentas desenvolvidas nos Estados Unidos, como o GraphCast e o GenCast, do Google.
Crédito: Pawel Czerwinski/UnsplashEsses modelos, mais tradicionais, dependiam principalmente de supercomputadores e cálculos baseados em modelos atmosféricos para projetar o comportamento do clima. Com a inteligência artificial, os sistemas conseguem incorporar grandes bancos de dados sobre acontecimentos meteorológicos anteriores, o que ajuda a aperfeiçoar as previsões.
Crédito: Brian McGowan/UnsplashA experiência chinesa mostra como a tecnologia pode ganhar importância diante do aumento dos eventos climáticos extremos. Outros países também acompanham essa evolução, com destaque para a Índia, que vem ampliando seus investimentos em soluções de IA voltadas à meteorologia.
Crédito: Pexels/Francesco UngaroApesar dos avanços, os modelos de IA ainda apresentam limitações e não devem substituir os sistemas convencionais no curto prazo. A tendência é que as duas tecnologias trabalhem em conjunto, combinando os cálculos físicos da meteorologia tradicional com a rapidez da inteligência artificial.
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