Um estudo divulgado recentemente pela revista Food Research International mostrou que ostras vendidas em mercados de algumas cidades brasileiras apresentaram altos níveis de arsênio.
Em algumas amostras de mercados de São Paulo, Santos, Peruíbe, Cananéia e Florianópolis, a presença do metal tóxico foi acima do limite permitido pela Anvisa.
Crédito: DivulgaçãoAlém disso, bactérias multirresistentes, como cepas de Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae, associadas a infecções graves, também foram encontradas em algumas amostras de ostras.
Crédito: Reprodução/NSC TVA contaminação está associada à poluição costeira por esgoto doméstico, hospitalar, resíduos industriais e agrotóxicos.
Crédito: -Reprodução do Youtube Canal MetrópolesSegundo Edison Barbieri, pesquisador do Instituto de Pesca da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a presença de Citrobacter telavivensis na cadeia alimentar representa uma grave ameaça sanitária.
Crédito: Divulgação“Isso transforma alimentos crus como ostras em vetores silenciosos de resistência antimicrobiana, um fenômeno amplamente reconhecido pela Organização Mundial de Saúde como um dos maiores desafios sanitários do século 21”, comentou.
Crédito: Reprodução do Youtube Canal MetrópolesOs pesquisadores recomendam evitar o consumo de ostras cruas, dar preferência a fornecedores confiáveis e adotar cuidados de higiene na hora do preparo.
Crédito: Reprodução do Youtube Canal MetrópolesO arsênio, mesmo em formas menos tóxicas, pode se transformar em compostos cancerígenos no organismo.
Crédito: Imagem de Mogens Petersen por PixabayAs ostras são moluscos bivalves marinhos pertencentes à família Ostreidae, amplamente apreciados na culinária por seu sabor característico e valor nutricional.
Crédito: Flickr sr320Esses animais marinhos vivem fixados em rochas ou substratos duros em águas costeiras de diversas partes do mundo, especialmente em regiões de águas temperadas e tropicais.
Crédito: Flickr azulprofundo51Suas conchas são irregulares e rígidas, compostas principalmente por carbonato de cálcio, que protegem o corpo mole do animal no interior.
Crédito: Reprodução do Youtube Canal MetrópolesExistem diferentes espécies, sendo algumas cultivadas em sistemas de aquicultura, como a Crassostrea gigas e a Crassostrea virginica, muito presentes no comércio global.
Crédito: Imagem PixabayUma das características mais fascinantes das ostras é sua capacidade de filtrar a água. Um único indivíduo pode filtrar mais de 200 litros de água por dia, removendo partículas como algas e sedimentos.
Crédito: Flickr Todd LappinEssa “habilidade” das ostras contribui significativamente para a qualidade dos ecossistemas aquáticos.
Crédito: Imagem FreepikNo aspecto gastronômico, as ostras são altamente valorizadas, especialmente as do gênero Crassostrea (como a ostra-do-pacífico) e Ostrea (como a ostra-europeia).
Crédito: Reprodução do Youtube Canal MetrópolesAs ostras também são famosas por produzirem pérolas, embora nem todas as espécies comerciais sejam usadas para esse fim.
Crédito: Briam Cute/PixabayQuando um corpo estranho entra na concha, o animal secreta camadas de nácar (madrepérola) ao redor do invasor, formando, ao longo do tempo, uma pérola.
Crédito: Marin Tulard/UnsplashHistoricamente, as ostras já foram alimento comum em várias culturas, mas com a poluição e a sobrepesca, algumas populações naturais sofreram declínio, impulsionando a criação controlada.
Crédito: Flickr Mari Rampazzo