Cientistas descobrem nova espécie de joaninha de 1 milímetro vivendo em árvore de universidade no Japão

Uma descoberta feita no Japão mostrou que a natureza ainda guarda surpresas até mesmo em locais bastante estudados. Pesquisadores identificaram uma nova espécie de joaninha vivendo em um pinheiro localizado dentro do campus da Universidade de Kyushu.

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O achado reforça a possibilidade de organismos desconhecidos permanecerem ocultos em áreas urbanas e próximas de centros de pesquisa. Além disso, o trabalho científico, publicado em uma revista especializada, também revelou outra espécie inédita e corrigiu equívocos na classificação desses insetos que persistiam havia décadas.

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De modo geral, as joaninhas são insetos pertencentes à ordem dos coleópteros, famosos pelo formato arredondado de seus corpos e, frequentemente, por suas cores vibrantes que servem como aviso contra predadores, desempenhando um papel crucial no controle biológico de pragas em jardins e plantações.

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O exemplar inédito recebeu o nome de Parastethorus pinicola, referência ao pinheiro que servia de habitat para o animal. Com pouco mais de 1 milímetro de comprimento — dimensão comparável a um grão de areia —, ela integra um grupo de espécies extremamente pequenas que se alimentam principalmente de ácaros.

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Apesar da fama de insetos facilmente reconhecíveis, algumas espécies de joaninhas apresentam tamanho tão reduzido e características tão semelhantes que sua identificação exige análises detalhadas em laboratório. Em muitos casos, os cientistas precisam examinar estruturas microscópicas para confirmar a espécie correta.

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Essa complexidade anatômica gerou erros na catalogação da fauna que se arrastaram por décadas. Durante um amplo mapeamento de três anos, a equipe reavaliou cerca de 1,7 mil espécimes, o que permitiu corrigir equívocos históricos de taxonomia e unificar dados com outros países do Sudeste Asiático.

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Durante o trabalho, a equipe concluiu que uma espécie considerada exclusiva do país, na verdade, correspondia a outra já registrada na China e em diferentes regiões da Ásia. Além da Parastethorus pinicola, os especialistas descreveram a espécie Stethorus takakoae, encontrada na ilha de Hokkaido.

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O nome foi escolhido como homenagem à avó do pesquisador Ryōta Seki, que incentivou seu interesse pela ciência desde a infância. Os autores afirmam que a reorganização da classificação dessas joaninhas pode facilitar pesquisas futuras sobre sua distribuição e evolução em diferentes áreas da Ásia.

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