Uma píton-reticulada localizada na ilha de Sulawesi, na Indonésia, entrou para a história ao se tornar a maior cobra selvagem já medida de forma oficial. A fêmea, chamada de Ibu Baron, alcançou 7,22 metros de comprimento.
Foi após passar por um processo rigoroso de verificação conduzido por especialistas em vida selvagem. O animal, resgatado por um conservacionista local, passou por pesagem e medição com equipamentos técnicos, garantindo a validação pelo Guinness.
Crédito: Guinness World Records/ReproduçãoCom 96,5 quilos, a serpente impressionou ainda mais por não ter se alimentado recentemente, fator que poderia aumentar seu peso. O caso se diferencia de relatos antigos por reunir provas concretas e documentadas.
Crédito: Guinness World Records/ReproduçãoRecentemente, pesquisadores da Universidade da Flórida implantaram cerca de 120 coelhos robóticos no Parque Nacional Everglades para atrair e capturar pítons-birmanesas, cobras invasoras que ameaçam o ecossistema local.
Crédito: Divulgação / Robert McCleery/ Distrito de Gestão de Águas do Sul da FlóridaOs dispositivos imitam calor, cheiro e até movimentos reais. Assim, levam as serpentes a sair de seus esconderijos e permitindo sua captura. O uso de coelhos-robôs substituiu o de animais vivos, reduzindo custos e facilitando o controle das operações.
Crédito: flickr - MattCada unidade, avaliada em cerca de 21 mil reais, conta com câmeras, sensores e funcionamento por energia solar. A tecnologia tem se mostrado eficaz no combate a uma infestação que já eliminou quase toda a população de pequenos mamíferos da região.
Crédito: Divulgação / Robert McCleery/ Distrito de Gestão de Águas do Sul da FlóridaEssa espécie de serpente, a píton, é exótica no Brasil e pode causar desequilíbrio ambiental. Um perigo. Natural da Ásia, ela é considerada uma ameaça a outras espécies. E, pra piorar, a píton é capaz de se reproduzir sozinha.
Crédito: MKFI wikimedia commonsPara quem não é especialista, as cobras se parecem mesmo. Veja na foto. À esquerda, a jiboia. À direita, a píton.
Crédito: Tod Baker e jeffdelonge wikimedia commonsEm abril de 2022, uma equipe da PM Ambiental do DF cometeu um grande equívoco: soltou uma píton numa área de Cerrado após confundi-la com jiboia. Especialistas alertaram para o risco da soltura, pois o animal não tem predadores no Brasil.
Crédito: reprodução vídeo PMA cobra da espécie píton não existe no bioma do Brasil. Aqui, ela é considerada uma serpente exótica.
Crédito: Patrick Jean wikimedia commonsA píton, mesmo sendo apenas uma da espécie, pode proliferar porque ela é capaz de se reproduzir sozinha. Esse fenômeno natural se chama partenogênese. É incomum, mas não raro.
Crédito: Sujit Kumar wikimedia commonsAs cobras da espécie píton têm duas origens. Podem ser da África, onde se espalham por todo o continente. A do tipo angolana prolifera em Angola e Namíbia. E a píton Real habita diversos países.
Crédito: Mokele wikimedia commonsAs pítons também têm origem na Ásia e podem ser encontradas por todo o continente, inclusive nos arquipélagos asiáticos.
Crédito: MKFI wikimedia commonsEssas cobras não têm dentes inoculadores de veneno, mas possuem presas afiadas curvadas para dentro, para agarrar a presa.
Crédito: safaritravelplus wikimedia commonsExistem pítons de vários tamanhos, várias tonalidades e tipos de desenho na pele. Daí a dificuldade para o leigo identificar essa espécie de serpente.
Crédito: Sulaimanov Rustam wikimedia commonsAs pítons podem ser cobras bem grandes e robustas. Podem medir até 6 metros de comprimento, dependendo do tipo de serpente e do local onde habita.
Crédito: Mariluna wikimedia commonsA fama da píton é tão grande que ela era retratada na Mitologia Grega como uma serpente gigantesca que nasceu no lodo da Terra após o dilúvio. Na ilustração, Apolo mata Píton.
Crédito: domínio públicoEntão fica o alerta. Se vir uma píton por aí (ou qualquer cobra!), fuja e acione os bombeiros. Ele vão saber quem chamar, dependendo da cidade e do estado onde você vive.
Crédito: Ltshears wikimedia commons