Com ajuda de formigas: conheça a história de Joan Murray, paraquedista que sobreviveu a uma queda de mais de 4 mil metros

Imagine cair de uma altura de 4.500 metros sem paraquedas e ainda assim sobreviver. Essa foi uma história real, vivida pela executiva e esportista americana Joan Murray, que permanece até hoje como um dos episódios de sobrevivência mais impressionantes da aviação civil e desse esporte radical.

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Tudo aconteceu em 25 de setembro de 1999, quando a estadunidense de então 47 anos, saltou de uma aeronave a cerca de 4.400 metros de altitude, em Chester County, na Carolina do Sul. Ela já havia realizado dezenas de saltos e esperava completar mais uma descida sem grandes surpresas.

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O problema começou quando chegou o momento de acionar o paraquedas principal, que apresentou uma falha e não funcionou como deveria. Joan conseguiu se livrar do equipamento defeituoso e acionou o reserva, mas a solução também não foi suficiente para interromper a queda.

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O paraquedas reserva chegou a abrir, porém perdeu eficiência após também apresentar problemas e se entrelaçar no ar, deixando a estrutura incapaz de reduzir sua velocidade de forma adequada. Com poucos metros restantes até o solo, Murray despencou a uma velocidade estimada em cerca de 130 km/h e atingiu uma área rural.

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O impacto provocou múltiplas fraturas, lesões graves e a perda de vários dentes, além de deixá-la inconsciente. Por uma combinação extraordinária de circunstâncias, Murray caiu sobre um grande formigueiro de formigas-de-fogo, conhecidas pelas picadas doloridas.

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Os insetos atacaram a paraquedista e provocaram uma forte resposta de estresse no organismo. Médicos consideraram a possibilidade de que essa reação tenha ajudado a manter seu coração em atividade após o trauma, embora não seja possível afirmar que as picadas, sozinhas, tenham sido responsáveis pela sobrevivência.

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Joan ainda permaneceu em coma por aproximadamente duas semanas e enfrentou um longo período de recuperação, tendo precisado passar por inúmeras cirurgias. Cerca de seis semanas depois do acidente, ela já estava em condições de deixar o hospital.

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O episódio, que poderia ter encerrado sua relação com o paraquedismo, teve outro desfecho. Contra todas as estimativas médicas desfavoráveis, a americana recuperou a mobilidade e demonstrou uma coragem incomum ao retornar aos saltos. Em julho de 2001, menos de dois anos após a queda, Murray voltou a saltar de um avião. Ela morreu de câncer em 2022, aos 67 anos.

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