Algumas plantas brasileiras desenvolveram adaptações surpreendentes para sobreviver em ambientes difíceis: capturam pequenos animais, atraem insetos com odores fortes ou vivem sem fazer fotossíntese. Conheça algumas dessas espécies curiosas.
Predadora de folhas pegajosas – Pequena e aparentemente delicada, a Drosera communis é uma planta carnívora. Suas folhas são cobertas por gotas de uma substância pegajosa que prende insetos.
Crédito: iNaturalist/tele_danielNa Serra do Cipó, em Minas Gerais, a captura de insetos ajuda a Drosera communis a obter nutrientes em solos pobres. A espécie ocorre em áreas úmidas dos campos rupestres e também em regiões da Mata Atlântica e do Cerrado.
Crédito: iNaturalist/nabelimaPlanta subterrânea parasita – A Lophophytum mirabile passa grande parte da vida escondida sob o solo, parasitando raízes de outras plantas. Ela só aparece na superfície em determinadas fases da reprodução.
Crédito: iNaturalist/joaofarahSem folhas e incapaz de fazer fotossíntese, a Lophophytum mirabile obtém nutrientes das raízes de outras plantas. Quando emerge do solo para se reproduzir, exibe uma estrutura que lembra pequenos tubérculos.
Crédito: Flickr - yakovlev.alexeySequestradora de insetos – A Aristolochia gigantea produz flores que podem ultrapassar 30 centímetros. Sua cor lembra carne em decomposição e atrai moscas, que entram na flor em busca de alimento ou de um lugar para depositar ovos.
Crédito: iNaturalist/alessandradaliaDentro da flor, pequenos pelos dificultam temporariamente a saída das moscas, que entram em contato com o pólen. Depois, elas são liberadas e podem transportá-lo para outras flores, contribuindo para a polinização.
Crédito: iNaturalist/alessandradaliaPlantas-jarro – No Monte Roraima, na fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana, crescem plantas carnívoras do gênero Heliamphora. Suas folhas em forma de jarro acumulam água da chuva e capturam insetos atraídos pelo néctar.
Crédito: Wikimedia Commons/FalconaumanniAs Heliamphora vivem nos tepuis, montanhas isoladas que funcionam como “ilhas biológicas”. Esse isolamento favoreceu a evolução de espécies próprias da região, adaptadas às condições desses ambientes.
Crédito: Flickr - incidencematrixSempre-vivas – Nos campos rupestres da Chapada Diamantina e da Serra do Espinhaço crescem espécies do gênero Paepalanthus. Suas rosetas simétricas e pequenas flores arredondadas lembram pompons espalhados pelo solo.
Crédito: iNaturalist/juanc_munozAlém da aparência marcante, as sempre-vivas são conhecidas pela durabilidade de suas inflorescências. Mesmo depois de colhidas e secas, elas preservam a forma por muito tempo, o que explica seu nome popular. Por essa característica, também são usadas em arranjos e peças decorativas.
Crédito: Wikimedia Commons/André Ganzarolli Martins"Árvore de veludo – Típica dos topos rochosos do Cerrado, a Wunderlichia mirabilis chama atenção pelas inflorescências cobertas de pelos brancos, que lembram bolas de algodão. A planta pode atingir de 2 a 3 metros de altura.
Crédito: iNaturalist/Márcia Cristina Martins da SilvaOs pelos brancos ajudam a proteger a Wunderlichia mirabilis da radiação solar intensa e a reduzir a perda de água. É uma adaptação importante para a sobrevivência da planta nos ambientes rochosos e secos onde cresce.
Crédito: iNaturalist/enchplant