Conheça o conceito de cabine com telefone sem linha que nasceu no Japão para ajudar pessoas a enfrentar o luto

A ideia de criar um espaço simbólico para conversar com pessoas que já morreram nasceu no Japão e, ao longo dos anos, atravessou fronteiras. O chamado "telefone do vento", criado por Itaru Sasaki em 2010, inspirou centenas de iniciativas semelhantes e hoje está presente em diversas partes do mundo.

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A história também chegou ao cinema e inspirou o filme argentino "Risa e o Telefone do Vento", de 2025, dirigido por Juan Cabral e lançado recentemente nas plataformas de streaming. A produção amplia o alcance simbólico dessa ideia ao levar para as telas uma narrativa sobre memória, ausência e despedida.

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O longa, que atualmente está disponível na Netflix, acompanha uma mulher em luto profundo nas paisagens isoladas da Patagônia e explora a jornada psicológica da protagonista ao encontrar conforto emocional na réplica da famosa cabine telefônica desligada.

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Segundo o site "My Wind Phone", que reúne informações sobre essas instalações, existem pelo menos 615 cabines desse tipo, sendo 428 nos Estados Unidos, 129 no Canadá e outras 58 em diferentes países. Apesar da aparência de um telefone convencional, o aparelho não possui ligação com nenhuma rede telefônica.

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O propósito da instalação é oferecer um ambiente de acolhimento para que pessoas enlutadas possam dizer aquilo que nunca conseguiram expressar a familiares e amigos que morreram. A cabine original, chamada de "Kaze no Denwa", fica na cidade de Ōtsuchi, na província japonesa de Iwate, onde se transformou em um local de reflexão e homenagens.

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Ela foi criada pelo paisagista de profissão Itaru Sasaki, que decidiu montar a instalação após perder um primo. Em seu jardim, colocou uma antiga cabine com um telefone preto, acreditando que o vento levaria suas palavras até quem havia partido.

Crédito: Divulgação/Youtube/Reuters

Pouco tempo depois, o devastador tsunami que atingiu o Japão em março de 2011 provocou milhares de mortes e desaparecimentos. Sensibilizado pela tragédia, Sasaki resolveu abrir o espaço para qualquer pessoa que desejasse aliviar a dor da perda por meio daquele gesto simbólico.

Crédito: Divulgação/Youtube/Reuters

Apesar de parecer inusitada, a iniciativa de Sasaki ganhou repercussão internacional e inspirou a criação de centenas de outros "telefones do vento", transformando uma experiência pessoal em um símbolo de conforto e despedida também para pessoas de diferentes culturas.

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