Da pequena “bola” ao gigante canastra: conheça as principais espécies de tatus

Os tatus estão entre os mamíferos mais peculiares das Américas, facilmente reconhecidos pela carapaça formada por placas ósseas que protege boa parte do corpo. Pertencentes à ordem Cingulata, ocupam ambientes variados, de florestas e cerrados a campos e regiões mais secas.

Crédito: Imagem gerada por i.a

Apesar da aparência semelhante, existem cerca de 20 espécies de tatus, com grandes diferenças de tamanho, hábitos e distribuição geográfica. Algumas são excelentes escavadoras, outras chamam atenção pelas dimensões ou raridade. A seguir, conheça algumas das principais espécies desse curioso grupo de mamíferos.

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Tatu-galinha (Dasypus novemcinctus) – Também conhecido como tatu-de-nove-bandas, é uma das espécies de tatu de maior distribuição geográfica. Ocorre desde o sul dos Estados Unidos, passando pela América Central, até grande parte da América do Sul. É principalmente noturno e alimenta-se sobretudo de insetos e outros pequenos invertebrados.

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Tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) – Espécie endêmica do Brasil, ocorre principalmente na Caatinga e em áreas do Cerrado. É capaz de enrolar completamente o corpo, formando uma bola que protege as partes mais vulneráveis contra predadores. Essa habilidade é característica das duas espécies do gênero Tolypeutes.

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Tatu-canastra (Priodontes maximus) – É a maior espécie de tatu existente, podendo atingir cerca de 1,5 metro de comprimento total e, excepcionalmente, mais de 50 kg. Ocorre em diferentes ambientes da América do Sul, incluindo florestas, Cerrado e Pantanal. É classificado como Vulnerável pela IUCN, sobretudo pela perda de habitat e caça.

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Tatu-peba (Euphractus sexcinctus) – Também conhecido como tatu-de-seis-bandas, ocorre em grande parte da América do Sul e é bastante comum no Brasil. Adapta-se a ambientes variados, especialmente áreas abertas. Tem dieta onívora, consumindo insetos, raízes, frutos, pequenos animais e até carniça.

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Tatu-mulita (Dasypus hybridus) – Encontrado principalmente no sul da América do Sul, ocorre em áreas de campos e pastagens do Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina. É um animal escavador e utiliza tocas como abrigo. Alimenta-se principalmente de insetos e outros invertebrados encontrados no solo.

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Tatu-de-rabo-mole-grande (Cabassous tatouay) – Recebe esse nome porque sua cauda possui bem menos placas protetoras que as de muitos outros tatus. Ocorre em partes da América do Sul, inclusive no Brasil, e passa boa parte do tempo escavando. Sua alimentação é composta principalmente por formigas e cupins.

Crédito: Enrique González wikimedia

Tatu-peludo (Chaetophractus villosus) – Chama atenção pelos pelos longos que aparecem entre as placas da carapaça. É encontrado sobretudo na Argentina, Paraguai e Bolívia e ocupa desde campos até ambientes relativamente áridos. Tem alimentação variada e grande capacidade de escavação.

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Pichiciego-menor (Chlamyphorus truncatus) – Encontrado na Argentina, é o menor tatu conhecido e apresenta uma curiosa carapaça rosada, além de pelos claros na parte inferior do corpo. Vive grande parte do tempo sob o solo, especialmente em terrenos arenosos. Seus hábitos subterrâneos fazem com que seja raramente observado.

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