De ‘007’ a ‘Velozes e Furiosos’: veja carros do cinema que viraram relíquias milionárias

Um simples automóvel pode deixar de ser apenas um meio de transporte para se transformar em uma peça histórica quando sua trajetória se cruza com o cinema. Em leilões internacionais, veículos que participaram de produções famosas costumam atingir valores muito superiores aos de modelos idênticos sem qualquer ligação com as telas. Nesses casos, o que realmente pesa não é apenas a complexidade mecânica, mas a importância cultural e a história que acompanha cada exemplar. Confira alguns exemplos marcantes, segundo uma lista feita pela CNN Brasil!

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Um dos maiores símbolos desse mercado é o Aston Martin DB5 associado ao espião mais famoso do cinema, James Bond. Em 2019, um carro utilizado na franquia "007" foi vendido por cerca de US$ 6,4 milhões (equivalente a R$ 33,1 milhões), mantendo inclusive dispositivos cenográficos originais, como o assento ejetável e as metralhadoras retráteis. Até mesmo réplicas construídas para cenas de ação alcançam cifras milionárias, o que demonstra a força da marca deixada pelo agente secreto.

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Outra franquia que impulsionou a valorização de diversos automóveis foi "Velozes e Furiosos". O Nissan Skyline R34 GT-R conduzido por Paul Walker, por exemplo, foi arrematado por US$ 1,36 milhão (cerca de R$ 7 milhões), impulsionado tanto pela escassez do modelo nos Estados Unidos quanto pela ligação afetiva dos fãs com o ator, que morreu em um acidente trágico em 2013.

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Outro destaque foi o icônico Mitsubishi Lancer Evolution VII usado em "+ Velozes + Furiosos", colocado à venda no fim de 2025 como parte de uma coleção dedicada a veículos do cinema — a expectativa é que ele chegue ao valor de US$ 535 mil. Em contrapartida, a fama de um filme nem sempre garante preços extraordinários aos veículos.

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O DeLorean DMC-12, por exemplo, símbolo da franquia "De Volta para o Futuro", costuma valer muito menos que outros carros de produções famosas, pois milhares de unidades ainda existem e apenas uma pequena parcela conta com comprovação de participação nas filmagens. Nos Estados Unidos, exemplares em bom estado de conservação já foram encontrados por valores entre US$ 50 mil e US$ 65 mil.

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Outro exemplo marcante é o do Ford Mustang GT de 1968 dirigido por Steve McQueen no clássico thriller policial "Bullitt", de 1968. Considerado desaparecido durante muitos anos, o veículo reapareceu em posse da família que o comprou após as gravações e passou a ser estimado em cerca de US$ 4 milhões (equivalente a cerca de R$ 20,6 milhões).

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A relevância do modelo foi tão grande que inspirou a Ford a lançar uma edição especial do Mustang em homenagem ao filme clássico, num movimento considerado incomum no qual uma montadora transformou um automóvel consagrado pelo cinema em referência para uma versão produzida em série.

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Mesmo o mercado de carros de cinema movimentando cifras milionárias, nem sempre uma oferta elevada resulta em venda. Um exemplo é o Porsche 917K pilotado por Steve McQueen no filme "Le Mans", de 1971, que recebeu lances de até US$ 25 milhões em um leilão, sem atingir o valor mínimo estipulado em US$ 30 milhões (em torno de R$ 155 milhões).

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Segundo especialistas do segmento, a valorização desses veículos depende de fatores como autenticidade, estado de conservação, importância histórica e cultural, além da ligação com atores icônicos. Atualmente, grandes casas de leilões como Bonhams, RM Sotheby's, Mecum e Christie's já contam com seções específicas só para leiloar carros do mundo do cinema.

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