Uma parceria entre o Grupo da Geo de Espeleologia (USP) e o Instituto Serra dos Cocais identificou sete novas cavernas no interior de São Paulo.
A área fica localizada entre os municípios paulistas de Itatiba, Valinhos, Vinhedo e Louveira.
Crédito: Reprodução @ggeo.uspO levantamento, concluído no fim de 2025, foi conduzido por estudantes da Universidade de São Paulo (USP).
Crédito: Reprodução @ggeo.uspAlém de revelar novas cavidades graníticas, o estudo destacou a importância ambiental dessas formações.
Crédito: Reprodução @ggeo.uspElas ajudam a reter água no subsolo e contribuem para a manutenção da umidade e da vegetação da serra.
Crédito: Reprodução @ggeo.uspEm uma das cavernas, os pesquisadores encontraram um bagre do gênero Ituglanis que pode ser exclusivo da região.
Crédito: Divulgação/Grupo da Geo de Espeleologia (GGEO)“Um forte indício de endemismo é a ausência de registros científicos de espécies desse gênero ocupando cavernas graníticas”, diz um trecho do estudo.
Crédito: Reprodução @ggeo.uspA presença do animal levanta a hipótese de que a espécie tenha evoluído ali ao longo do tempo.
Crédito: Wikimedia Commons/Fréderic MelkiObservações iniciais, feitas com apoio do Universidade Federal de São Carlos, indicam ainda uma separação de habitat entre jovens e adultos dentro da caverna.
Crédito: Reprodução @ggeo.uspCuriosamente, os jovens dessa espécie preferem o breu total, enquanto os adultos habitam as áreas claras das entradas.
Crédito: Reprodução @ggeo.uspUma das cavernas, chamada de “Caverna dos Corais”, surpreendeu ao revelar estruturas minerais que lembram corais marinhos, um fenômeno escasso no cenário geológico mundial.
Crédito: Reprodução @ggeo.uspDiferentemente das cavernas de calcário, formações em granito raramente contém espeleotemas — formações minerais como as estalactites.
Crédito: Reprodução @ggeo.usp“Como o ambiente granítico não costuma oferecer condições favoráveis para esse desenvolvimento, a ocorrência dessas estruturas na região tornou-se um dos principais focos do estudo, já que registros desse tipo são raros em escala global”, explicam os pesquisadores.
Crédito: Reprodução @ggeo.uspOutro ponto de destaque foi a descoberta de uma piscina natural escavada no granito, no topo de um morro.
Crédito: Reprodução @ggeo.uspOs pesquisadores desconfiam que essa área da caverna possa ter preservado pólen fossilizado.
Crédito: Divulgação/Grupo da Geo de Espeleologia (GGEO)
Caso a presença seja confirmada em futuras expedições, o material permitirá reconstruir a história ambiental e climática da serra por meio da palinologia — disciplina da botânica que investiga os grãos de pólen e esporos.
Crédito: Divulgação/Grupo da Geo de Espeleologia (GGEO)