O Dia Mundial do Skate, celebrado em 21 de junho, vai muito além das manobras radicais e da cultura urbana. A data é um convite para refletir sobre o poder do esporte como ferramenta de inclusão e superação. Em praças, ruas e pistas pelo mundo, o skate virou um caminho para a liberdade, a autoestima e até novas oportunidades de vida.
Reunimos histórias inspiradoras de pessoas que encontraram no skate um propósito. Jovens que escaparam da violência, atletas que desafiaram preconceitos e comunidades que se uniram em torno das quatro rodinhas para construir um futuro diferente.
Crédito: Reprodução do Instagram @kelvinhoeflerTony Hawk foi considerado "bom demais" no começo dos anos 80, quando seu estilo técnico não era valorizado. Sofreu com críticas e rejeição, mas persistiu, inovou, e tornou-se o skatista mais reconhecido do mundo. O americano é símbolo de resiliência, com impacto global. Sua fundação promove skate para comunidades carentes.
Crédito: Reprodução/tonyhawkLetícia Bufoni começou a andar de skate aos 9 anos na periferia de São Paulo. Sofreu preconceito por ser mulher num esporte dominado por homens, além de enfrentar dificuldades financeiras. Mudou-se sozinha para os EUA aos 14 anos para competir. Hoje, é campeã mundial, atleta olímpica e um ícone da representatividade no skate feminino.
Crédito: Reprodução / InstagramVindo de Brasília, Felipe Gustavo era um garoto que vendia cachorro-quente com o pai para ajudar em casa. Sua chance veio ao vencer uma seletiva do Tampa Am, maior campeonato amador de skate do mundo. Superando barreiras financeiras e culturais, virou skatista profissional e hoje compete nos maiores campeonatos do planeta.
Crédito:A britânico-japonesa Sky Brown sofreu uma queda grave em 2020, com traumatismo craniano e fraturas. A recuperação foi incerta. Mas com força e dedicação, voltou a competir e conquistou o bronze nas Olimpíadas de Tóquio em 2021, com apenas 13 anos. Ela é um símbolo de coragem e paixão pelo skate.
Crédito: ReproduçãoCriado em Jaguariúna, SP, Tiago Lemos enfrentou uma infância humilde. Com estilo único e dedicação extrema, chamou atenção de marcas internacionais. Hoje, é referência no street skate mundial e inspira jovens brasileiros a acreditarem em seus sonhos, mesmo com pouca estrutura.
Crédito:Considerado o pai do street skate moderno, o americano Rodney Mullen criou manobras como o kickflip, heelflip e impossible. Era tímido, isolado e sofreu pressão familiar para abandonar o skate. Enfrentou crises de ansiedade e depressão, mas o skate foi sua forma de expressão. É uma lenda viva, respeitado até fora do esporte, inclusive em ambientes acadêmicos e de inovação.
Crédito:Filho de pai americano e mãe brasileira, Bob Burnquist começou em São Paulo e enfrentou dificuldades por ser diferente. Tornou-se um dos maiores inovadores da história do skate vertical. Sua carreira o levou aos X-Games, Olimpíadas, à criação da Mega Rampa no quintal, e à defesa de causas sociais e ambientais por meio do skate.
Crédito: Fernando Mafra/Wikimedia CommonsCampeã mundial de skate vertical e uma das primeiras mulheres a conquistar reconhecimento internacional nesse estilo, Karen Jonz venceu o preconceito no skate feminino, virou referência de empoderamento e ainda equilibra sua carreira com a maternidade e a música. A brasileira mostra que é possível ter múltiplas identidades e seguir no esporte.
Crédito:Rayssa Leal ficou famosa com um vídeo viral aos 7 anos, vestida de fada dando um heelflip. Aos 13, conquistou medalha de prata nas Olimpíadas de Tóquio. Rayssa representa uma nova geração de skatistas, mostrando como o skate pode revelar talentos fora dos grandes centros, mesmo vindo de Imperatriz (MA), uma cidade com pouca estrutura.
Crédito: Gaspar Nobrega/COBIntegrante dos lendários Z-Boys, Jay Adams viveu os altos e baixos do skate na Califórnia dos anos 70. Embora tenha enfrentado problemas com drogas e a lei, é lembrado por seu impacto cultural no estilo de vida do skate. Sua história é um lembrete de como o skate pode libertar, mas também exige escolhas conscientes.
Crédito:Na contramão desses holofotes, destacamos outros personagens que se superaram através do skate. Jhames Ribeiro, de sete anos, encontrou na modalidade a coragem para superar seus medos e hoje se destaca nas aulas do Projeto Educa Skate, realizado pela Organização Social De Peito Aberto, em São João da Barra (RJ).
Crédito:Ex-catador de latinhas, Romário de Jesus começou no esporte com uma prancha que encontrou no lixo, depois passou para o skate e hoje dá aulas para crianças e adolescentes em Lauro de Freitas (BA).
Crédito: Foto: DivulgaçãoNão tinha muita liberdade, meus pais tinham medo de me deixar sair. Quando perdi alguns amigos para a violência, ficou claro que meus pais sempre estiveram certos. Meu filho, não tenho condições de te dar o que você quer, se quiser algo vai ter que trabalhar'. A partir daí, comecei a catar latinhas para ter minhas coisas", comenta Romário.
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