Um ciclone extratropical formado entre o litoral do Rio Grande do Sul, o Uruguai e o Oceano Atlântico deixou meteorologistas em alerta devido à possibilidade de fortalecimento acelerado nesta sexta-feira (7 de julho). Caso a pressão atmosférica em seu núcleo diminua rapidamente, o sistema poderá atingir os critérios necessários para receber a classificação de ciclone-bomba.
Esse tipo de fenômeno ocorre quando uma área de baixa pressão se intensifica em um intervalo muito curto, condição que costuma elevar o potencial para eventos climáticos severos. Entre as principais consequências estão ventos intensos, tempestades, mudanças bruscas de temperatura e chuvas volumosas.
Crédito: Reprodução/ABC NewsA origem desse processo está no encontro entre massas de ar com características opostas, especialmente uma corrente fria e outra quente e úmida. Esse contraste favorece a organização da atmosfera e impulsiona a rápida redução da pressão no centro do ciclone. Quanto maior essa diferença de pressão em relação às áreas vizinhas, mais intensa tende a ser a circulação dos ventos.
Crédito: NOAA/Domínio PúblicoA presença de uma frente fria também contribui para o desenvolvimento desse cenário. Apesar da possibilidade de fortalecimento no Sul do Brasil, os modelos indicam que o centro do sistema deve permanecer sobre o mar, o que reduz os impactos diretos em terra.
Crédito: WikiImages/PixabayA rápida evolução do sistema representa um desafio para autoridades e serviços de emergência, já que o tempo disponível para medidas preventivas diminui consideravelmente. Diante desse cenário, o ideal é que as pessoas se mantenham atualizadas das questões meteorológicas e sigam as orientações das autoridades locais.
Crédito: NASAAlém dos ventos, o risco inclui alagamentos, granizo, deslizamentos de terra, queda de árvores e interrupções no fornecimento de energia elétrica. Nas áreas costeiras, a combinação entre vento persistente e mar agitado pode provocar ressaca, erosão da faixa de areia e danos a estruturas próximas ao litoral.
Crédito: 12019/PixabayEmbora ciclones extratropicais sejam comuns em regiões de latitudes médias, apenas uma parcela deles evolui com velocidade suficiente para ser considerada um ciclone-bomba. Esses episódios ocorrem com maior frequência sobre os oceanos e durante os meses mais frios, quando o contraste entre massas de ar se torna mais intenso.
Crédito: Flickr - Mohd Nor Azmil Abdul RahmanEspecialistas também ressaltam que fenômenos como o El Niño podem modificar padrões de chuva, temperatura e circulação dos ventos, criando condições favoráveis ao desenvolvimento de sistemas atmosféricos, mas não determinam, por si só, o surgimento de um ciclone-bomba.
Crédito: Maria Suzeti Angeloni Casteller/Arquivo pessoal