Edson Celulari comenta sobre fim dos contratos de exclusividade na televisão: ‘Tempos são outros’

Em entrevista ao programa "Alt Tabet", do Canal UOL, o ator Edson Celulari, que chegou a manter um vínculo fixo por 42 anos com a Globo, comentou sobre os contratos de exclusividade na televisão. Segundo ele, o modelo perdeu espaço diante das transformações do mercado audiovisual.

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"Os tempos são outros [...] O tempo hoje [de contrato] não comporta no Brasil, não comporta nos Estados Unidos, na Europa, no México que eles tinham também na televisão local, na Venezuela eles tinham um casting fixo também. É diferente. Eu acho que abrem outras possibilidades", disse o ator.

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Celulari afirmou ter sido "muito feliz" durante esse período e considerou que a exclusividade era vantajosa por garantir acesso a uma estrutura de produção de alta qualidade: "Compensava porque você ficava disponível a uma produção, a melhor produção do país, onde tinha uma rotatividade daquele elenco em produtos de muita qualidade."

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Edson Celulari nasceu em Bauru, São Paulo, em 20 de março de 1958, e construiu uma carreira de mais de quatro décadas no teatro, na televisão e no cinema. Na juventude, chegou a querer ser jogador de futebol, mas descobriu o interesse pela atuação ao passar por um pequeno teatro instalado na escola onde estudava.

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A paixão pela arte o levou a integrar um grupo amador e, depois, a cursar teatro na Universidade de São Paulo (USP). Seu primeiro trabalho profissional ocorreu na TV Tupi, em 1978, na novela "Salário Mínimo". Em 1980, estreou na Globo com "Marina" e rapidamente se tornou um dos nomes frequentes da dramaturgia da emissora.

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Ao longo dos anos 1980, ganhou destaque em produções como "Guerra dos Sexos", "Cambalacho", "Sassaricando" e "Que Rei Sou Eu?". Em 1992, viveu uma fase marcante ao protagonizar "Deus nos Acuda", período em que conheceu a atriz Claudia Raia, com quem se casou e teve dois filhos.

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No ano seguinte, assumiu seu primeiro protagonista no horário nobre, como Raimundo Flamel em "Fera Ferida". Sua carreira também inclui trabalhos de destaque em "Decadência", de 1995, "Dona Flor e Seus Dois Maridos", de 1998, "América", de 2005, "A Força do Querer", de 2017, e "O Tempo Não Para", de 2018.

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No cinema, participou de filmes como "Ópera do Malandro", de 1986, enquanto nos palcos atuou em montagens como "Calígula" e "Nem Um Dia se Passa sem Notícias Suas". Seu trabalho mais recentes na televisão foi em "Fuzuê", exibida pela Globo em 2023, na qual interpretou Nero, proprietário da loja que dá nome à novela.

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