O consagrado ator Tom Hanks, de 70 anos, relembrou momentos difíceis da infância em entrevista ao jornal britânico “The Guardian”. O astro de Hollywood contou que sofreu com a ausência dos pais, Amos Mefford Hanks e Janet Marylyn, durante os primeiros anos de vida. Enquanto o pai trabalhava como cozinheiro e a mãe atuava como enfermeira, ele passava pouco tempo com os dois. Após o divórcio do casal, Tom Hanks foi morar com o pai e mudou de casa diversas vezes. "Quando eu era criança, eles nem percebiam que eu estava em casa. Eles estavam tão preocupados com seus próprios problemas...", relembrou. "Nas poucas vezes em que tive medo de um ambiente novo, consegui superar. E quando você aprende que pode ser ruim por um tempo, depois fica tudo bem", concluiu o ator.
Na entrevista, Hanks também falou sobre o diagnóstico de diabetes tipo 2 que recebeu anos atrás. "Eu não me alimentava bem, não cozinhava comida saudável'", afirmou. O alerta do médico o levou a repensar sua rotina e adotar hábitos mais saudáveis. "Não é que você mude seus hábitos automaticamente, mas foi um sinal importante que me disse: 'Isso é opcional, cara. São escolhas'", relembrou.
Crédito: Dick Thomas Johnson/Wikimedia CommonsNascido em 9 de julho de 1956, em Concord, na Califórnia, Tom Hanks construiu uma carreira brilhante em Hollywood. O interesse pela atuação surgiu durante os estudos e o levou ao teatro, onde participou do Great Lakes Shakespeare Festival, em Cleveland, no estado de Ohio, a partir de 1977. Depois de se mudar para Nova York, Hanks conseguiu pequenos trabalhos até estrear no cinema em 1980, no filme de terror “Trilha de Corpos”. No mesmo ano, ganhou projeção na televisão ao integrar o elenco da série de comédia Bosom Buddies (“Amigos do Peito”).
Crédito: Dick Thomas Johnson / wikimedia CommonsA carreira no cinema começou a ganhar impulso com “Splash – Uma Sereia em Minha Vida”, comédia romântica dirigida por Ron Howard e lançada em 1984. O grande salto ocorreu em 1988, quando protagonizou “Quero Ser Grande”, dirigido por Penny Marshall, interpretando um garoto que misteriosamente se transforma em adulto. A atuação lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Ator e mostrou que o intérprete tinha potencial para papéis mais complexos. A partir dali, ele passou gradualmente a alternar personagens cômicos, dramáticos e protagonistas de grandes produções.
Crédito: Dick Thomas Johnson / wikimedia CommonsA década de 1990 marcou a transformação de Hanks em uma das principais estrelas do cinema americano. Em 1993, ele estrelou “Sintonia de Amor” e, no mesmo ano, interpretou um advogado com Aids em “Filadélfia”, de Jonathan Demme e também estrelado por Denzel Washington. O desempenho no drama lhe garantiu o primeiro Oscar de Melhor Ator, em uma atuação considerada decisiva para sua consolidação dramática.
Crédito: DivulgaçãoNo ano seguinte, Hanks viveu o personagem-título de “Forrest Gump – O Contador de Histórias”, dirigido por Robert Zemeckis, e conquistou novamente a estatueta. Com duas vitórias consecutivas, tornou-se o primeiro ator desde Spencer Tracy, na década de 1930, a alcançar o feito.
Crédito: Reprodução Forrest GumpDepois de Forrest Gump, Hanks manteve uma sequência de trabalhos de grande repercussão comercial e crítica. Em 1995, interpretou o astronauta Jim Lovell em “Apollo 13 – Do Desastre ao Triunfo” e emprestou a voz ao xerife Woody, de “Toy Story – Um Mundo de Aventuras”, personagem que se tornaria um de seus trabalhos mais conhecidos. Três anos depois, protagonizou “O Resgate do Soldado Ryan”, de Steven Spielberg, e voltou a trabalhar com Meg Ryan em “Mens@gem para Você”.
Crédito: Eva Rinaldi/Wikimedia Commons e DivulgaçãoNos anos 2000, Hanks continuou alternando grandes produções de Hollywood com dramas de prestígio e trabalhos como produtor. Entre seus filmes do período estão “Náufrago”, “À Espera de um Milagre”, “Prenda-me Se For Capaz” e “O Terminal”. Ele também assumiu o papel do professor Robert Langdon em adaptações cinematográficas dos romances de Dan Brown, começando por “O Código Da Vinci”. Nas últimas décadas, Hanks continuou presente em produções de diferentes gêneros. Entre esses trabalhos estão “Capitão Phillips”, “Elvis” e “Um Lindo Dia na Vizinhança”, que rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Ao longo da carreira, recebeu ainda o Kennedy Center Honor, em 2014, e a Medalha Presidencial da Liberdade, em 2016.
Crédito: reprodução náufrago