Um dos ambientes mais inóspitos e perigosos da Rota da Seda é conhecido por ter passado por uma transformação histórica e tecnológica impressionante.
Trata-se do Deserto de Taklamakan, na China, um dos lugares mais áridos do mundo.
Crédito: Wikimedia CommonsAo longo das décadas, o lugar se tornou um m polo de aquicultura marinha por meio de tecnologias avançadas. Mas como isso aconteceu?
Crédito: Pexels/光曦 刘O deserto, cujo nome significa “lugar sem retorno”, agora abriga lagoas artificiais que produzem toneladas de frutos-do-mar, como garoupas e camarões.
Crédito: ReproduçãoPara viabilizar o projeto, engenheiros utilizam água de aquíferos salinos e a tratam quimicamente para replicar a composição da água do mar.
Crédito: ReproduçãoSistemas avançados de recirculação e controle térmico garantem a sobrevivência das espécies contra as variações extremas de temperatura.
Crédito:A iniciativa visa reduzir a dependência chinesa de importações e da pesca em alto-mar, fornecendo peixe fresco diretamente para as populações do interior do continente.
Crédito: ReproduçãoEm 2024, a produção já alcançava quase 200 mil toneladas de frutos-do-mar.
Crédito: ReproduçãoNo entanto, a iniciativa também desperta preocupações sobre sustentabilidade, já que o deserto recebe pouquíssima chuva e seus aquíferos só se renovam lentamente.
Crédito: Domínio Público/NASAO Deserto de Taklamakan ocupa a maior parte da Bacia de Tarim, cobrindo aproximadamente 337 mil km².
Crédito: Pexels/光曦 刘
Ele é cercado por algumas das cadeias de montanhas mais altas da Terra, incluindo o Kunlun ao sul, o Pamir a oeste e o Tian Shan ao norte.
Crédito: Wikimedia Commons/BgagÉ essa barreira geográfica que impede a chegada de umidade e resulta em um clima hiperárido, onde a precipitação média anual raramente ultrapassa os 10 milímetros em seu núcleo.
Crédito: Wikimedia Commons/LiuxingyAs condições ambientais no Taklamakan são marcadas por oscilações térmicas brutais. As temperaturas podem despencar para 20°C no inverno, enquanto no verão ultrapassam facilmente os 40°C.
Crédito: ReproduçãoMais de 85 % de sua superfície é composta por dunas de areia em constante movimento, muitas com alturas que podem ultrapassar 300 metros.
Crédito: She is gone/PixabaySob as areias escaldantes, o deserto esconde vastas reservas de recursos naturais, especialmente petróleo e gás natural, o que motivou o governo chinês a construir infraestruturas complexas, como a Rodovia do Deserto de Tarim.
Crédito: ReproduçãoDurante a Rota da Seda, devido à impossibilidade de atravessar o centro do deserto, as caravanas de comércio contornavam suas bordas norte e sul, parando em cidades-oásis como Kashgar, Hotan e Turpan.
Crédito: Reprodução/YouTubeOutro dos projetos mais notáveis é o chamado “Grande Muralha Verde”, uma vasta faixa de vegetação plantada ao redor de cerca de 3 mil km ao redor do deserto. Um dos objetivos é reduzir tempestades de areia que afetam áreas povoadas próximas.
Crédito: ReproduçãoArqueologicamente, a região do Taklamakan também é importante: em suas bordas e dentro de oásis adjacentes foram encontradas ruínas antigas e sítios históricos relacionados às civilizações antigas.
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