Entre 2.700 queijos de 18 países: melhor queijo de cabra do mundo é feito no Rio de Janeiro

Um queijo artesanal produzido no interior do Valença, município brasileiro localizado no sul do estado do Rio de Janeiro, conquistou projeção internacional ao alcançar o primeiro lugar entre 2.700 concorrentes de 18 países no Mundial de Queijos, realizado em São Paulo. O vencedor foi o chèvre Sapucaia, elaborado pelo Capril do Lago, que já havia chamado atenção três anos antes ao garantir a sétima posição no Mondial du Fromage, na França. A iniciativa fortaleceu a presença do queijo em cozinhas de destaque no Rio de Janeiro e ajudou a consolidar a reputação de Valença como território de excelência gastronômica.

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O diferencial do produto começa na paisagem que o cerca: a região é marcada por extensas áreas com sapucaias, árvores de grande porte cujos ouriços servem como recipiente natural para o processo de maturação do queijo, etapa responsável por parte importante de sua identidade sensorial e por conferir características únicas de aroma, consistência e sabor que refletem diretamente a relação entre o alimento e o ambiente natural onde ele é produzido.

Crédito: Reprodução @caprildolago

Além disso, o reconhecimento consolida a qualidade do produto artesanal elaborado com leite de cabras das raças Saanen e Murciana, cuja técnica de fabricação envolve fermentação com iogurte e um período de maturação de 21 dias. Feito dentro da cuia da Sapucaia, o queijo desenvolve um mofo semelhante ao do brie graças à ação de fungos presentes na Mata Atlântica, o que resulta em textura aveludada e sabor com notas de castanha, madeira e leve picância.

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O reconhecimento recente só se tornou possível após a obtenção do Selo de Arte, certificação que permite a comercialização do produto além dos limites do município e abriu caminho para sua chegada a restaurantes renomados.

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Segundo representantes do Instituto Bazzar, que atuaram ao lado de órgãos de inspeção para atestar a qualidade do produto e a importância da atividade queijeira para Valença, a conquista foi resultado de um trabalho conjunto e de inspeção rigorosa para valorizar a produção artesanal local e ampliar a circulação do queijo.

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Para os envolvidos no projeto, o prêmio internacional confirma que a tradição queijeira da região possui identidade própria e potencial competitivo no cenário global, além de reforçar o papel dos pequenos produtores na valorização da cultura alimentar brasileira.

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