Estados Unidos adotam sobretaxa para tentar conter turismo excessivo em parques nacionais

A estratégia adotada pelos Estados Unidos para tentar mitigar o impacto do turismo excessivo em suas reservas naturais ganhou novos contornos com a implementação de novas taxas em 2026.

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O país tem um enorme sistema de áreas protegidas administradas pelo governo federal, formado por 433 unidades que ocupam cerca de 34 milhões de hectares.

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Esses parques oferecem uma grande variedade de paisagens e atrações naturais, atraindo milhões de visitantes todos os anos, mas enfrenta o desafio de ter metade de seu fluxo de visitantes concentrado em apenas 25 localidades.

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Esse desequilíbrio resulta em problemas crônicos como o acúmulo de resíduos em áreas naturais, congestionamentos, filas extensas e superlotação.

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Para tentar aliviar essa pressão, o governo dos Estados Unidos instituiu, em 2026, uma taxa adicional para turistas estrangeiros que visitam alguns dos parques mais populares.

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A cobrança extra é de US$ 100 por pessoa (cerca de R$ 520) e passou a valer em 11 parques nacionais bastante procurados, entre eles Yellowstone, Yosemite e o Grand Canyon.

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Outra mudança ocorreu no passe anual chamado “America the Beautiful Pass”, que garante acesso a todos os espaços federais de lazer.

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Para estrangeiros, o valor passou a ser de R$ 250 (aproximadamente R$ 1,3 mil), três vezes mais caro do que o preço cobrado de cidadãos americanos, que pagam R$ 80.

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A decisão segue uma ordem executiva que aconselhou o Departamento do Interior dos Estados Unidos (DOI) a elevar as tarifas para visitantes internacionais.

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Na prática, porém, a nova regra trouxe alguns efeitos inesperados. Relatos indicam que as filas de entrada em certos parques ficaram ainda maiores, já que os funcionários agora precisam verificar documentos e confirmar a cidadania de cada visitante.

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Profissionais que trabalham dentro e ao redor dessas áreas naturais demonstram ceticismo quanto à eficácia da medida, como afirmou um dos fundadores da EXP Journeys, que oferece experiências em alguns parques famosos.

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“É improvável que o aumento dos ingressos, sozinho, reduza significativamente o turismo excessivo na alta estação”, declarou Kevin Jackson.

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“A demanda pelos parques emblemáticos permanece alta e, para o tipo de viagens que oferecemos, o ingresso mais caro representa um percentual relativamente pequeno do custo total da viagem”, justificou.

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Mesmo assim, Jackson observa que alguns turistas estrangeiros podem acabar escolhendo destinos menos famosos, onde a sobretaxa não existe, como o Parque Nacional de Canyonlands por exemplo.

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Para Dulani Porter, vice-presidente executiva da empresa de marketing turístico SPARK, a questão vai além do preço dos ingressos: “O turismo excessivo é fundamentalmente uma questão sistêmica”.

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Ela lembra que o grande fluxo de pessoas em parques como Parque Nacional de Zion e Yosemite está fortemente ligado a fatores internos dos Estados Unidos, como as férias de verão, os calendários escolares e as limitações da infraestrutura, incluindo estradas e estacionamentos.

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Ela também destaca possíveis impactos econômicos nas cidades próximas aos parques, já que turistas internacionais costumam gastar mais durante as viagens, contribuindo significativamente para hotéis, restaurantes e empresas de turismo locais.

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