Um estudo publicado em dezembro de 2025 e divulgado no dia 25 de janeiro de 2026 alertou para o avanço das chamadas "amebas de vida livre".
São microrganismos microscópicos que vivem livremente no ambiente e que, segundo pesquisadores, podem representar um risco crescente à saúde pública. O estudo foi liderado pelo pesquisador Longfei Shu, da Universidade Sun Yat-sen, na China.
Crédito: Divulgação/CDCDe acordo com pesquisadores das áreas ambiental e de saúde pública, esses organismos unicelulares vivem naturalmente no solo e em diferentes tipos de água, como rios, lagos e reservatórios.
Crédito: Wikimedia Commons/古海岸遗址Segundo os cientistas, as amebas de vida livre podem estar se disseminando com mais rapidez devido ao aquecimento global, à precarização das redes de abastecimento de água e à insuficiência de programas de vigilância.
Crédito: Reprodução/CDCEmbora a maioria das amebas de vida livre não represente perigo para os seres humanos, algumas espécies podem causar infecções graves e frequentemente fatais. A mais conhecida é a Naegleria fowleri, popularmente chamada de "ameba comedora de cérebros".
Crédito: Reprodução/Emerging Infectious diseasesEsse organismo é responsável por uma rara infecção cerebral que ocorre quando água contaminada entra pelas narinas, geralmente durante mergulhos ou outras atividades em água doce. Segundo Longfei Shu, o risco é ampliado pela capacidade dessas amebas de resistirem a condições ambientais extremas.
Crédito: Reprodução/International Code Council"Esses organismos conseguem tolerar altas temperaturas, sobreviver a concentrações de cloro utilizadas no tratamento da água e até colonizar sistemas de distribuição considerados seguros", explicou o pesquisador Longfei Shu.
Crédito: Divulgação/CDCEm 2025, um surto de infecções por Naegleria fowleri no estado de Kerala, na Índia, resultou em 19 mortes. A ameba já foi registrada em mais de 30 países, incluindo Estados Unidos, México, Austrália e Paquistão.
Crédito: Reprodução/Record NewsCom o aquecimento global, especialistas alertam que espécies adaptadas ao calor podem passar a aparecer em regiões onde antes eram incomuns. Os autores também ressaltam que essas amebas podem abrigar vírus e bactérias, favorecendo sua sobrevivência e disseminação.
Crédito: Flickr - MonadoEsses vírus e bactérias poderiam ficar protegidos da ação de métodos tradicionais de desinfecção. Esse mecanismo pode favorecer a persistência e a disseminação desses microrganismos em sistemas de distribuição de água e também contribuir para o desenvolvimento e a propagação da resistência aos antibióticos.
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