Uma nova pesquisa publicada na revista Nature no início de janeiro de 2026 derrubou a crença de que os dinossauros com chifres, como o Triceratops, nunca viveram na Europa.
Por muito tempo, acreditou-se que os grandes dinossauros com chifres existiram apenas na América do Norte e na Ásia, já que não havia registros fósseis desse grupo no continente europeu.
Crédito: Wikimedia Commons/Mykola SwarnykEssa visão começou a mudar com um estudo que reexaminou materiais encontrados na Hungria.
Crédito: Unsplash/Zsolt CsernaA pesquisa, conduzida pela paleontóloga Susannah C. R. Maidment, utilizou métodos avançados para analisar restos atribuídos ao Ajkaceratops kozmai.
Crédito: Divulgação/NatureForam reveladas características típicas dos ceratopsianos, como um bico curvado e um palato arqueado — traços comuns dos dinossauros com chifres.
Crédito: Domínio PúblicoHistoricamente, muitos desses fósseis eram classificados como pertencentes aos iguanodontídeos, por apresentarem semelhanças externas com esse grupo.
Crédito: Domínio PúblicoSegundo os pesquisadores, essa interpretação equivocada ocorreu porque ambos compartilham um ancestral distante.
Crédito: Divulgação/Museu NacionalAlém disso, os iguanodontídeos e os ceratopsianos desenvolveram traços parecidos ao longo da evolução.
Crédito: Wikimedia Commons/Nobu TamuraO fato de os materiais europeus estarem incompletos e mal preservados é outro fator que contribuía para a confusão.
Crédito: Divulgação/NatureA revisão não se limitou a essa espécie. Outros exemplares europeus também foram reavaliados, revelando erros de identificação mantidos por décadas.
Crédito: Divulgação/Jorge BlancoUm dos casos mais simbólicos envolve um fóssil da Romênia que mudou de nome: antes chamado Zalmoxes shqiperorum, passou a ser classificado como Ferenceratops shqiperorum.
Crédito: Domínio PúblicoO paleontólogo Franz Nopcsa tinha uma teoria de que a Europa do período Cretáceo teria abrigado linhagens peculiares em ambientes insulares — hipótese que ele não conseguiu comprovar.
Crédito: Reprodução/Facebook Dino TchêAo mesmo tempo, os novos dados colocam em xeque a ideia de que a fauna europeia era isolada das demais regiões do planeta.
Crédito: Ellicia/UnsplashA identificação de ceratopsianos sugere que o continente pode ter funcionado como uma rota de dispersão entre a Ásia e a América do Norte, por meio de ilhas e pontes terrestres.
Crédito: Christian Lue/UnsplashAs descobertas alteram a forma como se interpreta a história evolutiva da região.
Crédito: EESOFUFFZICH/UnsplashCom isso, espera-se que agora museus europeus revisem seus acervos, já que fragmentos antes ignorados podem conter segredos cruciais sobre a evolução dos herbívoros.
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