Evento em Buenos Aires reúne milhares em tributo a um ano de morte do Papa Francisco

Uma multidão se reuniu na Plaza de Mayo, em Buenos Aires, para homenagear o legado do Papa Francisco às vésperas do primeiro aniversário de sua morte, que acontece em 21 de abril de 2026. O evento “Francisco vive en el encuentro” combinou música eletrônica e espiritualidade. A apresentação foi conduzida pelo padre e DJ português Guilherme Peixoto, conhecido internacionalmente após sua participação na Jornada Mundial da Juventude 2023. Com apoio da Arquidiocese local e da prefeitura, o encontro gratuito reuniu dezenas de milhares de pessoas de diferentes idades e origens, promovendo uma experiência coletiva inspirada na “cultura do encontro” defendida por Francisco.

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O espetáculo incluiu ritmos techno, cantos litúrgicos, trechos de discursos marcantes de Francisco e momentos de oração, além da participação da companhia Hogar de Cristo e de grupos ligados ao trabalho social nas periferias. O evento destacou valores centrais do pontificado, como atenção aos mais pobres e diálogo com as novas gerações, utilizando linguagem contemporânea para transmitir sua mensagem.

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Depoimentos do público ressaltaram a importância da iniciativa como espaço de fé e esperança em um contexto social "marcado pela polarização, fragmentação e falta de comunicação". Para organizadores e participantes, a homenagem reforçou o alcance global do legado de Francisco e sua capacidade de unir pessoas além de fronteiras culturais e religiosas. Relembre a seguir a trajetória que fez com que Francisco se tornasse um dos Papas mais populares de todos os tempos!

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Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, nasceu em 17 de dezembro de 1936, em Buenos Aires, Argentina. Filho de imigrantes italianos, ele fez história como o primeiro Papa jesuíta a assumir o cargo, liderando a Igreja Católica por quase 12 anos, desde sua eleição em 13 de março de 2013, após a renúncia de Bento XVI.

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Antes da vida religiosa, Francisco se formou técnico em química e trabalhou na área por um período, mas ingressou na Companhia de Jesus em 1958 e iniciou uma trajetória marcada pela disciplina intelectual, pela espiritualidade e pelo contato direto com os pobres das periferias urbanas.

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Antes de se tornar o 266º papa da Igreja Católica, Francisco e serviu como arcebispo de Buenos Aires e como cardeal da Igreja Católica. Sendo natural da Argentina, ele foi o primeiro Papa nascido fora da Europa na história da Igreja Católica.

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Uma das características marcantes de Francisco era sua abordagem pastoral e seu compromisso com os pobres e marginalizados. Ele frequentemente enfatizava a importância de uma Igreja que estivesse próxima das pessoas e que se envolvesse ativamente em questões sociais.

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Francisco adotou um estilo de vida modesto, escolhendo viver em quartos simples no Vaticano em vez do Palácio Apostólico, e ficou conhecido por usar roupas mais simples do que seus antecessores. Frequentemente, ele falava sobre temas como a importância da família, a paz mundial, a justiça social e a proteção do meio ambiente.

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Além disso, Francisco também era um defensor ativo do diálogo inter-religioso e da reconciliação entre diferentes grupos. Em uma decisão histórica, em dezembro de 2023, Francisco autorizou que casais homoafetivos pudessem receber a benção nas igrejas católicas.

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Francisco foi amplamente respeitado, inclusive fora da Igreja, mas enfrentou resistência de setores ultraconservadores. Na vida pessoal, Francisco era um amante de futebol, tango e literatura. Ele também é apaixonado por Dostoievski, Borges e outros autores clássicos.

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Papa Francisco morreu em 21 de abril de 2025, aos 88 anos, depois de ficar quase 40 dias internado por conta de uma infecção respiratória. Durante esse período, ele foi diagnosticado com infecção polimicrobiana e pneumonia bilateral, mas continuou participando de algumas atividades religiosas até sua saúde piorar.

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No Domingo de Páscoa, véspera de sua morte, Francisco fez uma breve aparição no Vaticano para dar a bênção conhecida como "Urbi et Orbi" (para a cidade e o mundo). Em seu discurso, pediu um cessar-fogo em Gaza, descrevendo a situação como "dramática e deplorável". O Papa saudou fiéis na Praça de São Pedro em um papamóvel aberto, sendo ovacionado pela multidão.

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