Exploradores encontram garrafa com bilhete em deserto do Egito e ajudam família a descobrir história de parente após quase 50 anos

Uma descoberta no deserto ocidental do Egito permitiu reconstruir parte da história de um homem que morreu há quase três décadas. Durante uma expedição por Wadi Jadid, o guia beduíno Suleiman Zidan encontrou uma antiga garrafa de vidro sob a areia, perto de um tanque de aço abandonado.

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Dentro do recipiente havia um bilhete escrito à mão em maio de 1977, com o nome Tom Moran, um endereço em Malta e o código “Party 6305”. Apesar dos quase 50 anos de exposição às condições do deserto, o papel continuava legível, o que possibilitou aos exploradores buscar informações sobre seu autor.

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Suleiman e seu primo Ayman decidiram fotografar o documento e enviar as imagens ao jornal Times of Malta, que recorreu a registros públicos de 1981 para localizar pessoas com o sobrenome Moran em Marsascala, cidade costeira localizada na Região Sul de Malta.

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Como os dados iniciais não eram suficientes para encontrar familiares vivos, o caso acabou sendo divulgado em um grupo de moradores da região no Facebook. Foi por meio dessa publicação que Carmen Rossiter reconheceu o nome do irmão e confirmou a autenticidade da mensagem ao identificar sua caligrafia.

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“Achei que era uma brincadeira quando você me mandou mensagem, mas reconheci a caligrafia do meu irmão imediatamente”, contou ela ao jornal. Tom Moran atuou como geofísico no Egito durante a década de 1970, a serviço de uma companhia norte-americana de exploração de petróleo.

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Ele morreu em 1998, aos 54 anos, sem noção de que o bilhete deixado no deserto poderia voltar a despertar interesse tantos anos depois. A descoberta ocorreu durante um trabalho de mapeamento de antigas rotas utilizadas por caravanas de camelos, atividade que levou os primos a áreas pouco exploradas.

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Segundo Ayman, a dupla pretendia recuperar trajetos históricos esquecidos e registrar seus vestígios. Em viagens anteriores, os exploradores já haviam localizado objetos antigos, como um galão de combustível da década de 1940. A garrafa com a mensagem, no entanto, tinha um significado especial.

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Além de preservar um registro do passado, forneceu pistas suficientes para que uma família em Malta recuperasse a conexão com a história de um parente. A resistência do papel ao tempo e às condições ambientais também surpreendeu os responsáveis pela expedição, que destacaram a participação de Suleiman na localização da garrafa.

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