Uma descoberta no deserto ocidental do Egito permitiu reconstruir parte da história de um homem que morreu há quase três décadas. Durante uma expedição por Wadi Jadid, o guia beduíno Suleiman Zidan encontrou uma antiga garrafa de vidro sob a areia, perto de um tanque de aço abandonado.
Dentro do recipiente havia um bilhete escrito à mão em maio de 1977, com o nome Tom Moran, um endereço em Malta e o código “Party 6305”. Apesar dos quase 50 anos de exposição às condições do deserto, o papel continuava legível, o que possibilitou aos exploradores buscar informações sobre seu autor.
Crédito: Reprodução/SuleimanSuleiman e seu primo Ayman decidiram fotografar o documento e enviar as imagens ao jornal Times of Malta, que recorreu a registros públicos de 1981 para localizar pessoas com o sobrenome Moran em Marsascala, cidade costeira localizada na Região Sul de Malta.
Crédito: Antonios Ntoumas/PixabayComo os dados iniciais não eram suficientes para encontrar familiares vivos, o caso acabou sendo divulgado em um grupo de moradores da região no Facebook. Foi por meio dessa publicação que Carmen Rossiter reconheceu o nome do irmão e confirmou a autenticidade da mensagem ao identificar sua caligrafia.
Crédito: Reprodução/Suleiman“Achei que era uma brincadeira quando você me mandou mensagem, mas reconheci a caligrafia do meu irmão imediatamente”, contou ela ao jornal. Tom Moran atuou como geofísico no Egito durante a década de 1970, a serviço de uma companhia norte-americana de exploração de petróleo.
Crédito: Marcos Vinicius Rodrigues Lima/PixabayEle morreu em 1998, aos 54 anos, sem noção de que o bilhete deixado no deserto poderia voltar a despertar interesse tantos anos depois. A descoberta ocorreu durante um trabalho de mapeamento de antigas rotas utilizadas por caravanas de camelos, atividade que levou os primos a áreas pouco exploradas.
Crédito: Hasmik Ghazaryan Olson/UnsplashSegundo Ayman, a dupla pretendia recuperar trajetos históricos esquecidos e registrar seus vestígios. Em viagens anteriores, os exploradores já haviam localizado objetos antigos, como um galão de combustível da década de 1940. A garrafa com a mensagem, no entanto, tinha um significado especial.
Crédito: Imagem gerada por IAAlém de preservar um registro do passado, forneceu pistas suficientes para que uma família em Malta recuperasse a conexão com a história de um parente. A resistência do papel ao tempo e às condições ambientais também surpreendeu os responsáveis pela expedição, que destacaram a participação de Suleiman na localização da garrafa.
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