FHC segue como único presidente eleito no 1º turno; relembre as disputas de 1989 para cá

Com a disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indo para o segundo turno, Fernando Henrique Cardoso, o FHC, segue como o único presidente brasileiro eleito no primeiro turno desde a redemocratização, após o fim da Ditadura Militar (1964 - 1985). O sociólogo e político, hoje com 95 anos, venceu os pleitos de 1994 e 1998 sem a necessidade de um segundo turno. Veja a seguir como foi a corrida presidencial no país de 1989 para cá!

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1989 - A primeira eleição direta para presidente após 29 anos marcou a volta do voto popular para a escolha do chefe do Executivo federal. Em 15 de novembro, Fernando Collor de Mello (PRN) terminou o primeiro turno na liderança, com 30,47% dos votos válidos, seguido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 17,18%, e Leonel Brizola (PDT), com 16,51%. Como ninguém alcançou maioria absoluta, Collor e Lula avançaram ao segundo turno, realizado em 17 de dezembro. Na votação decisiva, Collor venceu com 53,03% dos votos válidos, contra 46,97% de Lula.

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1994 - Fernando Henrique Cardoso (PSDB) chegou à eleição de 1994 impulsionado pelo Plano Real, lançado meses antes e responsável por estabilizar a economia após anos de inflação elevada. No primeiro turno, realizado em 3 de outubro, FHC obteve 54,28% dos votos válidos, mais que o dobro da votação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ficou com 27,04%. Enéas Carneiro (Prona) terminou em terceiro, com 7,38%. Como FHC ultrapassou a maioria absoluta dos votos válidos, foi eleito já no primeiro turno, sucedendo Itamar Franco, que havia assumido o cargo após o impeachment de Collor em 1992.

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1998 - Quatro anos depois, Fernando Henrique Cardoso voltou a vencer a eleição presidencial sem segundo turno e se tornou o primeiro presidente brasileiro a ser reeleito pelo voto direto. O tucano recebeu 53,06% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terminou novamente na segunda colocação, com 31,71%. Ciro Gomes (PPS) ficou em terceiro, com 10,97%. Com mais da metade dos votos válidos, FHC foi matematicamente eleito ainda no primeiro turno e garantiu um segundo mandato consecutivo no Palácio do Planalto.

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2002 - A eleição de 2002 encerrou um ciclo de oito anos de governo do PSDB e levou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela primeira vez à Presidência. No primeiro turno, Lula liderou com 46,44% dos votos válidos, seguido por José Serra (PSDB), com 23,20%; Anthony Garotinho (PSB), com 17,87%, terminou em terceiro. Como nenhum candidato alcançou a maioria absoluta, Lula e Serra disputaram o segundo turno em 27 de outubro. Lula venceu com 61,27% dos votos válidos, contra 38,73% de Serra, em uma das maiores margens registradas até então.

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2006 - Buscando a reeleição, Lula (PT) terminou o primeiro turno de 2006 na frente, mas ficou abaixo da maioria absoluta. O presidente recebeu 48,61% dos votos válidos, enquanto Geraldo Alckmin (PSDB) obteve 41,64%; Heloísa Helena (PSOL) apareceu em terceiro, com 6,85%. Os dois primeiros voltaram às urnas em 29 de outubro para decidir a disputa. Lula ampliou significativamente sua vantagem e foi reeleito com 60,83% dos votos válidos, contra 39,17% de Alckmin.

Crédito: Ricardo Stuckert/Presidência da República

2010 - A eleição de 2010 foi marcada pela chegada de Dilma Rousseff (PT) à disputa presidencial como candidata apoiada por Lula. No primeiro turno, Dilma terminou na liderança, com 46,91% dos votos válidos, seguida por José Serra (PSDB), com 32,61%; Marina Silva (PV) surpreendeu e ficou em terceiro, com 19,33%. Como ninguém alcançou a maioria necessária, Dilma e Serra disputaram o segundo turno em 31 de outubro. A petista venceu com 56,05% dos votos válidos, tornando-se a primeira mulher eleita presidente da República.

Crédito: Divulgação/Senado

2014 - Dilma Rousseff (PT) buscou a reeleição em uma das disputas presidenciais mais apertadas desde a redemocratização. No primeiro turno, a presidente obteve 41,59% dos votos válidos, contra 33,55% de Aécio Neves (PSDB), enquanto Marina Silva (PSB) terminou em terceiro, com 21,32%. Dilma e Aécio avançaram ao segundo turno, realizado em 26 de outubro. A petista foi reeleita por uma margem estreita: recebeu 51,64% dos votos válidos, contra 48,36% de Aécio, diferença de pouco mais de 3,4 milhões de votos. Dois anos depois, ela sofreu impeachment e Michel Temer, seu vice, assumiu o cargo.

Crédito: Divulgação/Senado

2018 - Em 2018, Jair Bolsonaro (então no PSL) liderou o primeiro turno, mas também não conseguiu alcançar a maioria absoluta. O candidato recebeu 46,03% dos votos válidos, seguido por Fernando Haddad (PT), com 29,28%; Ciro Gomes (PDT) terminou em terceiro, com 12,47%. Bolsonaro e Haddad disputaram o segundo turno em 28 de outubro, em uma eleição marcada por forte polarização e com Lula preso. Bolsonaro venceu com 55,13% dos votos válidos, contra 44,87% de Haddad, e foi eleito presidente para o período de 2019 a 2022.

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2022 - A eleição de 2022 colocou frente a frente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL). Lula liderou o primeiro turno, com 48,43% dos votos válidos, seguido de perto por Bolsonaro, com 43,20%; Simone Tebet (MDB) terminou em terceiro, com 4,16%. A votação decisiva ocorreu em 30 de outubro e terminou com a vitória de Lula, que recebeu 50,90% dos votos válidos, contra 49,10% de Bolsonaro. Foi a menor diferença percentual em uma eleição presidencial brasileira até então.

Crédito: Cláudio Kbene/PR

2026 - A eleição de 2026 manteve a polarização dos últimos pleitos, mas apresentou uma novidade: Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno à frente de Lula (PT). Na votação de 4 de outubro, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente, diferença de 1,87 ponto percentual; Augusto Cury (Avante) ficou em terceiro, com 2,89%. Como nenhum dos dois primeiros alcançou a maioria absoluta, a disputa será decidida em segundo turno. Flávio e Lula voltarão às urnas em 25 de outubro, quando será definido o próximo presidente da República.

Crédito: Marri Nogueira/Agência Senado