Filha de Carlos Augusto Strazzer faz homenagem 33 anos após morte do ator

Carlos Augusto Strazzer morreu há 33 anos, vítima da AIDS. Para marcar a data, sua filha, a pediatra Ana Paula Strazzer, publicou uma homenagem nas redes sociais, em uma postagem no Instagram na qual compartilhou uma foto ao lado do pai, junto de um emocionante texto.

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“Nas últimas semanas não tenho conseguido entrar no Instagram como deveria, mas hoje a data é importante e preciso deixar registrada. Seu colo faz falta, o carinho, a preocupação, o amor. Sua religiosidade, levo comigo e seus ensinamentos também!”, escreveu ela na legenda.

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“Às vezes me pego pensando como seria sua valsa na festa de 15 anos da Mari (neta) ou o seu discurso no aniversário de 100 anos da sua mãe. E depois lembro que a barreira que nos separa é imaginária, que seu amor segue vivo e que você estará para sempre no brilho dos meus olhos e no pulsar do meu coração! Te Amo, Pai!”, concluiu ela.

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Carlos Augusto Strazzer foi um dos nomes mais marcantes da televisão brasileira nas décadas de 1970 e 1980, período em que construiu uma carreira sólida. Ele morreu em 1993, aos 47 anos, após assumir publicamente que era portador do HIV, atitude incomum na época.

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Em entrevista concedida em 1992, o ator falou sobre a doença, mas preferiu se referir a ela como “imunodeficiência”. Ele comentou o preconceito que enfrentou e relatou que muitas pessoas passaram a evitá-lo, mas destacou o apoio incondicional dos três filhos, Luciano, Fábio e Ana Paula, que, segundo ele, permaneceram ao seu lado durante todo o processo.

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“Quando eu aparecia em público, muita gente me olhava como se eu fosse um fantasma. Até pessoas a quem eu amava muito. Era constrangedor, porque elas pareciam se sentir culpadas; como se quisessem me matar logo”, disse na entrevista.

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Nascido em São Caetano do Sul, no estado de São Paulo, em 4 de agosto de 1946, Carlos Augusto Strazzer iniciou sua trajetória artística ainda jovem. Sua estreia profissional ocorreu em 1966, no Teatro de Arena, onde integrou o elenco da montagem de “Les Fourberies de Scapin”, de Molière.

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Strazzer atuou em diversas peças, entre elas “Cemitério de Automóveis”, de Fernando Arrabal; “O Balcão”, de Jean Genet; “A Moratória”, de Jorge Andrade; o musical “Evita”; e “As Ligações Perigosas”, de Choderlos de Laclos.

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No entanto, se tornou nacionalmente conhecido por suas atuações em novelas e séries exibidas pelas principais emissoras do país, como TV Globo, TV Tupi, TV Manchete, TV Bandeirantes e TV Record com personagens marcantes.

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Estreou em sua primeira novela, “As Pupilas do Senhor Reitor”, pela TV Record, em 1970. Em seguida, participou de “Os Deuses Devem Estar Mortos”. Depois, transferiu-se para a TV Tupi, onde atuou em produções como “Vitória Bonelli”, “Ovelha Negra”, “O Julgamento”, “Éramos Seis”, “O Profeta” e “O Direito de Nascer”.

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Em “O Direito de Nascer”, de 1978, interpretou Alberto Limonta na fase adulta e cantou a música “Acalanto Para Dolores”, tema da personagem Mamãe Dolores, vivida por Cléa Simões. Na trama, Alberto cresce sem conhecer sua verdadeira origem e se forma em medicina. Anos depois, o destino o conduz de volta à família biológica.

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“Coração Alado”, novela de Janete Clair exibida em 1980, marcou a estreia de Carlos Augusto Strazzer na TV Globo. Na trama, ele interpretou Piero Camerino, personagem que vivia uma paixão proibida por Alexandra. A partir desse papel, iniciou uma trajetória de destaque na emissora.

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Durante a década de 1980, participou praticamente de uma produção por ano na televisão, atuando na TV Globo, na Rede Manchete e na Band, em novelas e séries como “Jogo da Vida”, “Moinhos de Vento”, “Champagne”, “Livre Para Voar”, “Vereda Tropical”, “Mania de Querer”, “Mandala”, “O Cometa” e “Que Rei Sou Eu?”.

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Foi durante a novela “Que Rei Sou Eu?”, exibida em 1991, na qual interpretou o conselheiro Crespy Aubriet, que descobriu ser portador do vírus. Entretanto, já convivia com a doença havia mais de dez anos. Em 1992, assumiu publicamente sua condição, tornando-se uma das primeiras celebridades brasileiras a declarar que vivia com HIV.

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No cinema, atuou em filmes como “Gaijin: Os Caminhos da Liberdade”, “Eles Não Usam Black-Tie”, “Com Licença, Eu Vou à Luta” e “O Mistério do Colégio Brasil”, além de participações na produção internacional “Moon Over Parador” e no documentário “Interprete Mais, Ganhe Mais”.

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Carlos Augusto Strazzer foi casado com a psicóloga Marina, com quem teve três filhos: Fábio, Luciano e Ana Paula. Fábio Strazzer também seguiu a carreira do pai e se tornou diretor de televisão.

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