A diretora e atriz Zelda Williams voltou a se manifestar contra o uso de inteligência artificial para reproduzir a imagem e a voz de seu pai, o ator Robin Williams, morto em 2014. A artista reagiu a um vídeo que circula nas redes sociais e que apresenta uma suposta gravação privada do pai falando sobre teorias da conspiração.
“Aquele suposto ‘vídeo privado’ do meu pai falando sobre teorias da conspiração, que me mostraram, é claramente obra de IA — e uma IA nem um pouco convincente. Qualquer fã que acredite naquilo claramente assistia aos filmes dele no mudo, porque aquela voz é robótica e horrível”, disse ela em uma publicação no X.
Crédito: Youtube/Top10maisZelda ainda questionou quem produz esse tipo de conteúdo e afirmou que a imagem do pai não deveria ser utilizada para dar aparência de credibilidade a opiniões ou discursos criados por terceiros: "Se você não consegue defender seu ponto de vista sem usar um homem morto para torná-lo mais convincente, então me diga: quem é que está manipulando o público através da mídia agora?”
Crédito: Reprodução/FacebookZelda direcionou parte das críticas à plataforma X, devido à presença de contas automatizadas — os populares "bots" — e à circulação de conteúdos falsos, que podem gerar interações artificiais e ampliar a disseminação de informações enganosas. “Só porque ele se foi, não significa que agora ele seja o seu fantoche. Tenha um pouco de vergonha na cara”, escreveu.
Crédito: ReproduçãoA filha do ator já havia se pronunciado sobre o assunto em outubro de 2025, quando condenou outras recriações digitais de Robin Williams feitas com IA. Na ocasião, ela classificou as publicações como "nojentas" e pediu que os usuários parassem de produzir conteúdos que, segundo ela, desrespeitam tanto a memória do pai quanto sua família.
Crédito: Reprodução/YouTubeVencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante por "Gênio Indomável", de 1997, Robin Williams morreu aos 63 anos, em 11 de agosto de 2014, em sua residência na Califórnia. A morte foi oficialmente registrada como suicídio, após o ator enfrentar problemas de saúde nos últimos anos de vida.
Crédito: ReproduçãoRobin também ficou marcado por filmes como "Jumanji", de 1995, e "Patch Adams, o Amor é Contagioso", de 1998. Após sua morte, ferramentas de inteligência artificial passaram a permitir a reprodução de características de sua voz e aparência, especialmente em vídeos publicados nas redes sociais.
Crédito: Divulgação/Universal PicturesA reação de Zelda reflete uma discussão cada vez mais presente sobre os limites do uso de tecnologias capazes de recriar digitalmente pessoas que já morreram, sobretudo quando o conteúdo atribui a elas falas que nunca foram registradas. "Se tiver um mínimo de decência, pare de fazer isso com ele, comigo e com todo mundo", desabafou a atriz na época.
Crédito: Reprodução/YouTube