Fotógrafo registra imagens do raro gato-de-pallas, considerado uma das espécies de felinos mais antigas do mundo

Imagens feitas pelo pelo fotógrafo Majid Batabi ajudaram a fornecer informações importantes sobre a presença do misterioso gato-de-Pallas no Irã, um dos felinos mais raros, antigos e menos conhecidos do mundo. O registro na província de Mazandaran, no norte iraniano, em uma região montanhosa próxima ao sul do Mar Cáspio.

Crédito: Reprodução @batebis

A espécie já havia sido identificada nesse território, mas ainda existem muitas dúvidas sobre sua distribuição e o tamanho de sua população. Antes da nova imagem, outros registros haviam sido obtidos em 2020 e 2023, na área rochosa de Bālā Kūh.

Crédito: Reprodução @batebis

Essas evidências ajudaram a ampliar o conhecimento sobre os locais ocupados pelo felino na região. O gato-de-Pallas apresenta características bastante distintas de outros pequenos felinos, como pernas curtas, cabeça larga, orelhas pequenas e pelagem extremamente espessa.

Crédito: Wikimedia Commons/Albinfo

Seu habitat inclui montanhas, áreas rochosas e espaços abertos com pouca vegetação, inclusive locais de grande altitude. No Irã, a maior parte das observações ocorre no norte e no nordeste, embora também existam registros em regiões centrais e centro-sul.

Crédito: Reprodução @batebis

O país é considerado o limite ocidental da distribuição mundial da espécie, que ocupa diferentes áreas da Ásia. A dieta do animal é composta principalmente por pequenos mamíferos, com destaque para as pikas, mas também inclui aves, ouriços, lagartos e insetos.

Crédito: Flickr - normalityrelief

Segundo Batabi, a existência de populações estáveis de pikas pode ser essencial para a sobrevivência desses felinos, já que elas representam uma importante fonte de alimento. De 84 registros de gatos-de-Pallas no Irã, 61 foram considerados evidências confiáveis, como fotografias, vídeos e exemplares de coleções.

Crédito: Reprodução @batebis

Mesmo com a ampliação da área conhecida de ocorrência, os pesquisadores alertam que isso não indica necessariamente uma população numerosa ou saudável. Atividades humanas, como mineração e criação de animais em regiões montanhosas, podem pressionar os ambientes utilizados pela espécie.

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Por isso, novos estudos são necessários para localizar os principais habitats do felino, estimar o número de indivíduos existentes e identificar áreas prioritárias para sua conservação. O registro feito por Majid, além de servir para mostrar um animal difícil de observar, reforça a importância de proteger os ambientes naturais de Mazandaran.

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