A fragata-grande-das-Galápagos (cujo nome científico é Fregata minor) é uma ave marinha inconfundível que vive nas ilhas Galápagos, no Equador. O enorme papo vermelho que os machos inflam para atrair as fêmeas chama atenção.
Esse papo inflável, chamado de bolsa gular, pode levar até vinte minutos para atingir o tamanho máximo e é visível a grandes distâncias. Durante a época de reprodução, dezenas de machos ficam empoleirados exibindo seus papos como balões.
Crédito: Andrew Turner wikimedia commonsEmbora a Fregata minor ocorra nas Galápagos, ela não é exclusiva dali — populações dessa espécie são encontradas em diversas ilhas tropicais do Oceano Pacífico e do Índico. No entanto, nas Galápagos ela forma colônias bem estabelecidas.
Crédito: Took por PixabayJá a espécie Fregata magnificens, conhecida como fragata-magnífica, também ocorre nas Galápagos, mas se distribui principalmente pelo litoral das Américas, inclusive no Brasil.
Crédito: Imagem de René Perrot por PixabayAs diferenças entre a fragata minor e a fragata mangnificens são sutis. A magnificens é um pouco maior e tem penas com brilho púrpura, enquanto a minor possui penas com uma tonalidade mais esverdeada. Mas os machos de ambas têm papos vermelhos, que ficam murchos, mas podem ser inflados para atrair parceiras.
Crédito: Took por PixabayAs fragatas pertencem à família Fregatidae e ao gênero Fregata, que inclui cinco espécies conhecidas. Elas habitam regiões costeiras tropicais, preferindo ilhas remotas e áreas com acesso fácil ao mar.
Crédito: Took por PixabayDiferentemente de outras aves marinhas, as fragatas têm plumagem leve, asas longas e cauda bifurcada, o que lhes permite planar por horas com pouco esforço.
Crédito: Herbert Bieser por PixabaySão consideradas mestres do voo entre as aves oceânicas. Apesar de viverem no mar, as fragatas não pousam na água, pois suas penas não são impermeáveis
Crédito: Langeweile por PixabayPor isso, pescam com voo raso ou roubam comida de outras aves em pleno ar, comportamento conhecido como cleptoparasitismo.
Crédito: Divulgação/Projeto Ilhas do RioNas Galápagos, a fragata-grande faz ninhos em arbustos ou árvores baixas em áreas secas das ilhas. As fêmeas botam apenas um ovo, e a criação do filhote pode durar mais de um ano, o que limita a frequência reprodutiva.
Crédito: PixabayAlém do papo vermelho, os machos têm penas negras com brilho metálico e longas asas arqueadas. Já as fêmeas são maiores, têm peito branco e um anel azul ao redor dos olhos. Os jovens possuem plumagem marrom e cabeça clara.
Crédito: Imagem gerada por i.aAs fragatas não migram longas distâncias como albatrozes ou andorinhas-do-mar, mas podem cobrir grandes áreas em busca de alimento, aproveitando correntes de ar quente.
Crédito: Imagem gerada por i.aEssas aves costumam seguir embarcações ou cardumes para pescar peixes que vêm à superfície. Também se alimentam de lulas e, às vezes, filhotes de outras aves marinhas.
Crédito: Imagem gerada por i.aEm sua área de ocorrência global, as fragatas estão em ilhas do Caribe, América Central, ilhas do Pacífico como Havaí, Polinésia e as Galápagos, além de trechos da costa atlântica.
Crédito: Imagem de Anton Lukin por PixabayA fragata-grande-das-Galápagos é uma das espécies mais monitoradas por biólogos que estudam a fauna do arquipélago. Ela desempenha papel importante no equilíbrio ecológico local.
Crédito: Wirestock FreepikEmbora não esteja criticamente ameaçada, a fragata enfrenta riscos relacionados às mudanças climáticas, à pesca predatória e à introdução de espécies invasoras nas ilhas.
Crédito: Imagem gerada por i.aO turismo controlado nas Galápagos permite que os visitantes observem aves de perto, bem como outras espécies que habitam o arquipélago.
Crédito: sebastian_photos pixabayPor sua aparência incomum e hábitos aéreos elegantes, as fragatas são símbolos da fauna tropical oceânica e figuram em materiais educativos, selos e logotipos ambientais.
Crédito: Imagem gerada por i.aCom suas diferenças de espécie, origens amplas e adaptação perfeita ao ambiente insular, as fragatas mostram como a natureza evolui de forma única em cada parte do planeta.
Crédito: Herbert Bieser por Pixabay