Furacão Melissa, ocorrido em 2025, é eleito o mais potente já registrado no Atlântico

Um relatório divulgado pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) oficializou o Furacão Melissa, de 2025, como o fenômeno meteorológico mais potente já visto no Oceano Atlântico.

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O feito foi alcançado por conta dos ventos sustentados de até 190 milhas por hora, o equivalente a cerca de 305 km/h.

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Com esse desempenho, o Melissa igualou o recorde do Furacão Allen, ocorrido na região do Caribe em 1980.

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Agora, ambos os fenômenos dividem o topo da lista dos mais fortes em termos de vento contínuo no Atlântico.

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Logo abaixo aparecem tempestades históricas como o Furacão do Dia do Trabalho de 1935, que causou a morte de mais de 400 pessoas em áreas como Bahamas e Florida Keys.

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Gilbert, de 1988, Wilma, de 2005, e Dorian, de 2019, também figuram a lista; todos com picos de vento em torno de 298 km/h.

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No momento em que atingiu terra, Melissa também repetiu níveis de intensidade associados a alguns dos ciclones mais devastadores já observados.

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A pressão atmosférica no centro do sistema caiu para 892 milibares, valor que empata com o registrado em 1935 como o terceiro mais baixo da história da região.

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Essa intensidade extrema foi confirmada por uma combinação de dados de satélite, reconhecimento aéreo e medições feitas por aviões especializados em monitoramento de tempestades.

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Em uma das missões, uma sonda detectou a rajada isolada mais potente já medida por esse tipo de instrumento em qualquer ciclone tropical: 406 km/h.

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Esse número superou o recorde anterior de 382 km/h registrado pelo Typhoon Megi, em 2010, no Pacífico.

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No caso do Furacão Melissa, o sistema se intensificou rapidamente até alcançar a categoria 5, levando à emissão de alertas de risco extremo antes mesmo de atingir terra.

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A Jamaica sofreu o maior impacto, sendo este o furacão mais forte a atingir a ilha em 174 anos. Cerca de 1,5 milhão de pessoas (metade da população local) foram afetadas.

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O rastro de destruição se estendeu por Cuba, Bahamas, República Dominicana e Haiti.

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Na costa sudoeste da Jamaica, a maré de tempestade fez o mar avançar mais de dois metros, alcançando picos superiores a três metros em algumas áreas.

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A precipitação foi extrema: no sul do Haiti, os acumulados superaram 890 milímetros, enquanto regiões montanhosas da Jamaica registraram volumes acima de 800 milímetros.

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A catástrofe resultou em 95 mortes, 141 feridos e 27 desaparecidos. Estima-se que o prejuízo financeiro tenha chegado à casa dos 10 bilhões de dólares.

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