Um relatório divulgado pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) oficializou o Furacão Melissa, de 2025, como o fenômeno meteorológico mais potente já visto no Oceano Atlântico.
O feito foi alcançado por conta dos ventos sustentados de até 190 milhas por hora, o equivalente a cerca de 305 km/h.
Crédito: Mohd Nor Azmil Abdul Rahman - Flickr - Wikimédia CommonsCom esse desempenho, o Melissa igualou o recorde do Furacão Allen, ocorrido na região do Caribe em 1980.
Crédito: NOAA/Domínio PúblicoAgora, ambos os fenômenos dividem o topo da lista dos mais fortes em termos de vento contínuo no Atlântico.
Crédito: Divulgação/NOAALogo abaixo aparecem tempestades históricas como o Furacão do Dia do Trabalho de 1935, que causou a morte de mais de 400 pessoas em áreas como Bahamas e Florida Keys.
Crédito: Flickr - Florida Keys--Public LibrariesGilbert, de 1988, Wilma, de 2005, e Dorian, de 2019, também figuram a lista; todos com picos de vento em torno de 298 km/h.
Crédito: NASANo momento em que atingiu terra, Melissa também repetiu níveis de intensidade associados a alguns dos ciclones mais devastadores já observados.
Crédito: Reprodução/ABC NewsA pressão atmosférica no centro do sistema caiu para 892 milibares, valor que empata com o registrado em 1935 como o terceiro mais baixo da história da região.
Crédito: Domínio Público/NOAAEssa intensidade extrema foi confirmada por uma combinação de dados de satélite, reconhecimento aéreo e medições feitas por aviões especializados em monitoramento de tempestades.
Crédito: ReproduçãoEm uma das missões, uma sonda detectou a rajada isolada mais potente já medida por esse tipo de instrumento em qualquer ciclone tropical: 406 km/h.
Crédito: ReproduçãoEsse número superou o recorde anterior de 382 km/h registrado pelo Typhoon Megi, em 2010, no Pacífico.
Crédito: David Mark/PixabayNo caso do Furacão Melissa, o sistema se intensificou rapidamente até alcançar a categoria 5, levando à emissão de alertas de risco extremo antes mesmo de atingir terra.
Crédito: NASA/UnsplashA Jamaica sofreu o maior impacto, sendo este o furacão mais forte a atingir a ilha em 174 anos. Cerca de 1,5 milhão de pessoas (metade da população local) foram afetadas.
Crédito: Reprodução/ABC NewsO rastro de destruição se estendeu por Cuba, Bahamas, República Dominicana e Haiti.
Crédito: Reprodução/ABC NewsNa costa sudoeste da Jamaica, a maré de tempestade fez o mar avançar mais de dois metros, alcançando picos superiores a três metros em algumas áreas.
Crédito: Reprodução/ABC NewsA precipitação foi extrema: no sul do Haiti, os acumulados superaram 890 milímetros, enquanto regiões montanhosas da Jamaica registraram volumes acima de 800 milímetros.
Crédito: Reprodução/ABC NewsA catástrofe resultou em 95 mortes, 141 feridos e 27 desaparecidos. Estima-se que o prejuízo financeiro tenha chegado à casa dos 10 bilhões de dólares.
Crédito: Reprodução/Sky News Australia