Gêiseres são fontes termais raras que lançam colunas de água quente e vapor em intervalos periódicos. Seu nome vem do Grande Geysir, na Islândia, e significa “fonte jorrante”. Esse espetáculo natural ocorre em regiões de intensa atividade vulcânica, onde o calor subterrâneo aquece águas infiltradas até transformá-las em vapor sob pressão.
A água da chuva ou neve derretida penetra no solo e encontra rochas vulcânicas superaquecidas. Ao atingir 100 graus, parte da água vira vapor e expande até 1.500 vezes seu volume, forçando a saída para a superfície. Após a erupção, o sistema se recarrega e o ciclo recomeça, criando o ritmo irregular dos gêiseres.
Crédito: Imagem de Andreas por PixabayAs erupções variam muito: podem durar segundos ou horas, com intervalos de minutos a anos. Menos de mil gêiseres, aliás, existem no mundo, pois as condições necessárias são extremamente específicas. O equilíbrio entre calor, água e rochas deve se manter intacto, caso contrário o fenômeno desaparece. Essa raridade torna cada campo de gêiseres um patrimônio natural de grande valor científico e turístico.
Crédito: PixabayO Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, concentra mais de 300 gêiseres: é o maior campo ativo que existe e considerado laboratório natural para o estudo da geotermia e dinâmica terrestre. Lá está o Old Faithful, o mais famoso gêiser do mundo.
Crédito: Dietmar Rabich wikimedia commonsSuas erupções ocorrem com pontualidade, quase a cada 80 minutos, lançando até 45 mil litros de água a 52 metros de altura, encantando seus visitantes.
Crédito: Philkon wikimedia commonsO Grande Geysir, ativo desde o século 13, já alcançou 122 metros de altura, mas hoje está menos frequente. Ao lado dele, também na Islândia, Strokkur mantém o espetáculo diário, com jatos de até 50 metros. Juntos, simbolizam o país como berço do nome e da cultura dos gêiseres.
Crédito: Christoph Strässler wikimedia commonsNa Nova Zelândia, o Waimangu já foi considerado o mais poderoso da história. Afinal, expelia jatos de mais de 400 metros misturados a lama, chamados de “água negra”. Extinto em 1904 após mudanças no fluxo hídrico, deixou como legado grandes piscinas termais que ainda atraem visitantes.
Crédito: PixabayO Vale dos Gêiseres, na Rússia, abriga cerca de 90 gêiseres ativos em uma área de sete quilômetros quadrados cercada por montanhas em Kamchatka. O acesso só é possível por helicóptero, reforçando seu caráter remoto e preservado. É reconhecido como Patrimônio Natural Mundial pela ONU.
Crédito: Malupasic wikimedia commonsEm San Pedro de Atacama, no Chile, El Tatio é o campo de gêiseres mais alto do mundo. Situado a cerca de 4.300 a 4.320 metros acima do nível do mar. É também o maior campo geotérmico do Hemisfério Sul, famoso por suas erupções ao amanhecer, quando o frio intenso contrasta com colunas de vapor que emergem do solo e criam um espetáculo visual único nas montanhas andinas.
Crédito: Diego Delso wikimedia commonsJá La Bufadora é um gêiser marinho no estado mexicano de Baja California e uma das maiores bolhas da América do Norte. Formado quando o ar preso numa caverna marítima força a saída da água do mar, tem como resultado explosões a cada minuto com estrondo. De uma colina de observação de 24 metros, pessoas podem ver as erupções a até 30 metros de distância e às vezes até sentir o jato do gêiser.
Crédito: Domínio públicoNa Reserva Natural Namedyer Werth, na Alemanha, o Geiser Andernach se destaca como um dos mais curiosos do planeta. Perfurado artificialmente em 1903, funciona com dióxido de carbono e alcança 64 metros, sendo o mais alto gêiser frio do mundo.
Crédito: Holger Weinandt - wikimedia commonsEle é considerado um gêiser frio, já que sua força vem do dióxido de carbono e não do calor vulcânico. Com os jatos elevados, esse gêiser funciona como uma “garrafa de refrigerante” gigante, expelindo água em explosões espetaculares. Essa singularidade o torna uma atração científica e turística única na Europa.
Crédito: Holger Weinandt - wikimedia commonsNo Brasil, o único gêiser natural existente é a Fonte Floriano de Lemos, no Parque das Águas de Caxambu, Sul de Minas. Lança água mineral sulfurosa a oito metros de altura e tem temperatura média de graus. Esse fenômeno da natureza é raro e é uma nascente termal que entra em erupção periodicamente, lançando uma coluna de água quente e vapor para o ar. Occorre duas vezes ao dia, com horários definidos.
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