Geoglifos do Acre: desenhos gigantes na Amazônia intrigam pesquisadores e guardam mistérios milenares

O solo de áreas rurais da Amazônia Ocidental, especialmente no Acre, guarda vestígios de antigas populações indígenas. Conhecidas como geoglifos, essas estruturas foram construídas há muitos séculos, com valas e elevações de terra que formam grandes figuras geométricas, como círculos e quadrados.

Crédito: Divulgação

Os geoglifos apresentam diferentes formatos, como círculos, quadrados, retângulos e triângulos. No Acre, já foram identificadas mais de mil dessas estruturas arqueológicas. Segundo dados divulgados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), mais de 420 foram registradas pelo órgão.

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Muitos dos geoglifos do Acre estão concentrados na região entre os rios Acre e Iquiri, onde foram identificadas centenas de estruturas geométricas. A área reúne importantes sítios arqueológicos que ajudam a compreender a ocupação humana da Amazônia antes da chegada dos europeus.

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O geoglifo do Sítio Arqueológico Jacó Sá, no Acre, recebeu proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Nas proximidades de Rio Branco, outros geoglifos despertam o interesse de visitantes e pesquisadores, contribuindo para a valorização do patrimônio arqueológico e do turismo regional.

Crédito: Reprodução do Youtube Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo

Os sítios de geoglifos abertos à visitação estão justamente nas cercanias de Rio Branco. São eles: Geoglifo Baixa Verde II, Geoglifo Severino Calazans, Geoglifo Jacó Sá e Geoglifo Tequinho.

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Escavados no solo, os geoglifos podem ser observados em toda a sua dimensão principalmente do alto. Relatos de pesquisadores indicam que alguns povos indígenas da região consideram essas estruturas espaços sagrados e evitam atravessá-las, demonstrando o valor simbólico atribuído a esses locais.

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Pesquisadores acreditam que os geoglifos não tinham funções defensivas nem eram utilizados como moradias. Uma das principais hipóteses é que essas grandes estruturas de terra servissem como espaços para cerimônias, rituais e celebrações das antigas populações indígenas da Amazônia.

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Pesquisadores investigam como antigas populações amazônicas conseguiram construir geoglifos de grandes dimensões e formas geométricas tão regulares, alguns com mais de 2 mil anos. Essas estruturas também foram abordadas na série documental “Ancient Apocalypse”, da Netflix, que apresenta hipóteses sobre civilizações antigas.

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As pesquisas arqueológicas sobre os geoglifos do Acre começaram na década de 1970 e, desde então, vêm ampliando o conhecimento sobre essas estruturas. Estudos indicam que elas foram construídas em diferentes períodos, aproximadamente entre 200 a.C. e 1300 d.C., por antigas populações indígenas da Amazônia.

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Em 2018, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) anunciou medidas para proteger os geoglifos do Acre e promover seu reconhecimento internacional. As estruturas também foram consideradas para uma possível candidatura à lista do Patrimônio Mundial da Unesco, devido à sua importância arqueológica e histórica.

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