O Bosque dos Buritis, um dos espaços verdes mais tradicionais de Goiânia, está no centro de um projeto de revitalização que poderá levar a assinatura do escritório de paisagismo Burle Marx. A proposta pretende aproximar o parque do Museu de Arte de Goiânia (MAG), ampliar as opções de lazer e diminuir os transtornos causados pelas chuvas nas vias próximas.
Embora a iniciativa tenha sido contratada durante a administração municipal anterior, a atual gestão decidiu dar continuidade ao trabalho. De acordo com Zilma Peixoto, presidente da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), a intenção é adaptar o projeto para contemplar também questões ambientais, culturais e de infraestrutura.
Crédito: Divulgação/AmmaEntre as alternativas avaliadas estão os jardins de chuva e outras soluções inspiradas nos processos naturais, que permitem conciliar o manejo da água com a presença de áreas verdes. Corredores ecológicos também aparecem entre as estratégias consideradas pela gestão municipal para diferentes regiões da cidade.
Crédito: DivulgaçãoA realização das obras no Bosque dos Buritis ainda depende da conclusão das alterações no projeto e das etapas necessárias para viabilizar a intervenção. A administração não apresentou um cronograma para o início ou o término dos trabalhos.
Crédito: Panoramio - Lindomar GuimarãesPlanejado em 1933 pelo urbanista Attílio Corrêa Lima, o bosque integra a concepção original de Goiânia e ocupa uma área entre os setores Central e Oeste. Com o passar do tempo, o local se tornou um dos cartões-postais da capital e passou a reunir importantes equipamentos culturais.
Crédito: Reprodução/CS Drones Fotos e FilmagensInaugurado em 1970, o Museu de Arte de Goiânia foi transferido para o parque em 1981, que também abriga o Centro Livre de Artes, além de lagos, trilhas e áreas arborizadas. A proposta atual busca fortalecer essa combinação entre patrimônio natural e produção artística.
Crédito: DivulgaçãoA escolha do escritório Burle Marx remete ao legado de Roberto Burle Marx, referência internacional do paisagismo moderno. Artista plástico e paisagista, ele ficou conhecido por valorizar espécies tropicais e brasileiras em composições que aproximavam vegetação, arquitetura e arte.
Crédito: DivulgaçãoEntre seus trabalhos mais conhecidos estão o desenho do calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro, e projetos de jardins em Brasília, além de obras em cidades como Kuala Lumpur, na Malásia, Berlim, na Alemanha, Jerusalém, em Israel, e Miami, nos Estados Unidos.
Crédito: Donatas Dabravolskas/Wikimédia Commons