Há 64 anos, baterista Ringo Starr fazia sua estreia oficial nos Beatles

Há 64 anos, em 18 de agosto de 1962, Ringo Starr fazia sua primeira apresentação oficial como baterista dos Beatles, em um baile no Hulme Hall, em Port Sunlight, na Inglaterra. A chegada ocorreu poucos dias depois da saída de Pete Best e marcou o nascimento da formação que entraria para a história. Ringo já conhecia John Lennon, Paul McCartney e George Harrison do circuito musical de Liverpool e de Hamburgo. A partir daquela noite, seu nome passou a estar definitivamente ligado ao dos Beatles.

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Nascido Richard Starkey, em Liverpool, em 7 de julho de 1940, Ringo teve uma infância marcada por problemas de saúde e longas internações. Ainda adolescente, descobriu na bateria uma forma de se aproximar da música e decidiu seguir o instrumento profissionalmente. No fim dos anos 1950, integrou diferentes grupos do circuito de rock de Liverpool. Em 1959, passou a tocar com Rory Storm and the Hurricanes, banda que ganhou destaque na cena local.

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Foi justamente com os Hurricanes que Ringo chamou a atenção dos Beatles, que já haviam cruzado com ele em apresentações na Inglaterra e em Hamburgo, na Alemanha. Sua experiência como músico profissional pesou na escolha quando o empresário da banda, Brian Epstein, decidiu substituir Pete Best. A troca não ocorreu sem resistência: parte dos fãs de Best reagiu com hostilidade à mudança. Mesmo assim, Ringo rapidamente se integrou ao grupo e participou da transformação dos Beatles em fenômeno mundial.

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A contribuição de Ringo para os Beatles foi além de simplesmente ocupar o posto de baterista. Seu estilo econômico, preciso e voltado para a música ajudou a estabelecer a identidade rítmica do grupo. Em vez de buscar protagonismo, ele privilegiava a sustentação das canções, característica que seria reconhecida por outros músicos ao longo das décadas. O Hall da Fama do Rock and Roll, em Ohio, nos Estados Unidos, destaca justamente sua combinação de regularidade, musicalidade e discrição como uma de suas marcas.

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Durante os anos de maior popularidade da banda, Ringo também ganhou espaço como cantor e intérprete. Canções como “Yellow Submarine” e “With a Little Help from My Friends” deram a ele momentos de protagonismo em meio ao repertório dominado pelas composições de Lennon e McCartney. Paralelamente, participou dos filmes dos Beatles e desenvolveu uma presença cênica marcada pelo humor e pela espontaneidade.

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A trajetória com os Beatles terminou em 1970, mas Ringo não abandonou a música. Ainda naquele ano, lançou o álbum “Sentimental Journey”, seguido por “Beaucoups of Blues”, e construiu uma carreira solo que incluiu sucessos como “It Don't Come Easy”, “Photograph” e “You're Sixteen”.

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Ao longo das décadas, ele também colaborou com antigos companheiros de banda, especialmente George Harrison e Paul McCartney. A carreira posterior reforçou sua condição de músico independente, e não apenas de ex-integrante dos Beatles.

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Em 1989, Ringo criou a All-Starr Band, projeto que passou a reunir diferentes músicos em turnês nas quais cada integrante apresentava canções de sua própria trajetória. A formação se tornou uma das principais atividades de sua carreira nas décadas seguintes e manteve o baterista ligado aos palcos. Em 2015, Ringo foi incluído individualmente no Hall da Fama do Rock and Roll, recebido por Paul McCartney. Ele foi o último dos quatro Beatles a entrar na galeria da instituição como artista solo.

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