Homem da bandana vermelha: quem foi Welles Crowther, o herói que voltou ao fogo para salvar 18 pessoas no 11 de Setembro

Os atentados de 11 de setembro de 2001 completam 25 anos em 2026 e a história de um bombeiro voluntário de 24 anos, que ajudou 18 pessoas a escaparem da Torre Sul do World Trade Center durante o trágico evento, ganhou repercussão. Welles Remy Crowther trabalhava no 104º andar quando o voo 175 da United Airlines atingiu o edifício.

Crédito: Arquivo Pessoal/Reprodução

Após o impacto, Crowther conseguiu chegar ao 78º andar, onde encontrou pessoas feridas, desorientadas e cercadas pela fumaça. Usando uma bandana vermelha que carregava desde os seis anos, ele ajudou a organizar a fuga dos sobreviventes pela escada A, uma das poucas rotas ainda acessíveis naquela região.

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Crowther conduziu um grupo por cerca de 17 andares até uma área menos afetada e, em vez de deixar o prédio, voltou para os pavimentos destruídos em busca de outras vítimas. Ele repetiu esse percurso diversas vezes, prestou primeiros socorros, combateu pequenos focos de incêndio e orientou pessoas feridas a permanecerem juntas durante a descida.

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Testemunhas também relataram que o viram próximo a integrantes do Corpo de Bombeiros pouco antes do colapso da torre. Às 9h59, 56 minutos após o impacto, a Torre Sul veio abaixo, e Crowther morreu no local. Seu corpo foi localizado apenas em março de 2002, próximo a bombeiros e outros socorristas.

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Durante meses, sua família não soube como haviam sido seus últimos momentos. A identidade do homem que ajudara os sobreviventes começou a ser descoberta quando o The New York Times publicou, em maio de 2002, relatos de pessoas que estavam na torre.

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Diferentes testemunhas descreveram um jovem que usava uma bandana vermelha ajudava os feridos e indicava o caminho para a saída. A mãe de Welles, Alison Crowther, reconheceu a descrição e mostrou fotografias do filho aos sobreviventes, que confirmaram sua identidade.

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A bandana, que antes era apenas uma lembrança de infância, se tornou o elemento que ligou os relatos e revelou quem era o desconhecido que havia arriscado a própria vida para salvar outras pessoas. Crowther já tinha ligação com o Corpo de Bombeiros antes dos ataques e atuava como voluntário em Nyack, cidade onde cresceu.

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Após sua morte, sua história passou a inspirar homenagens, bolsas de estudo e eventos esportivos, inclusive na Boston College, onde estudou e foi jogador de lacrosse. Em setembro de 2026, dias antes dos 25 anos dos atentados, ele recebeu de forma póstuma a Medalha Presidencial da Liberdade, considerada a maior condecoração civil dos Estados Unidos.

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