Homem que tentava tirar selfie escorrega e fica preso por 16 horas em precipício de 70 metros no sudeste do Tocantins

Um homem de 50 anos foi resgatado após passar mais de 16 horas preso em um penhasco na Serra de Taguatinga, no sudeste do Tocantins. Segundo apuração do g1 junto ao Corpo de Bombeiros, Gilmar de Oliveira escorregou ao tentar tirar uma selfie e ficou à beira de um precipício com cerca de 70 metros de altura.

Crédito: Reprodução/Arquivo Pessoal de Andreia Bernardes

O acidente ocorreu na manhã do dia 13 de outubro e a operação de salvamento terminou às 23h53. A vítima conseguiu acionar as autoridades pelo celular e compartilhar sua localização com as equipes de resgate. Durante a espera, o homem permaneceu praticamente imóvel, apesar das escoriações e da sede.

Crédito: Reprodução/Filipe Cavalcante

Segundo os bombeiros, o homem era do Distrito Federal, não conhecia a região e fez o percurso sozinho, de bermuda e chinelos, com apenas uma garrafa de água. Para alcançá-lo, os militares tiveram que montar um sistema de ancoragem e desceram por rapel, com equipamentos de segurança.

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Depois, os socorristas precisaram atravessar uma área de mata fechada e terreno acidentado, com ajuda de pessoas que abriram caminho na vegetação com o auxílio de facões. Por fim, o turista foi levado de ambulância ao Hospital Municipal São João Batista, na cidade de Taguatinga.

Crédito: Reprodução

A Serra de Taguatinga fica localizada na região das Serras Gerais, no sudeste do Tocantins, e atrai turistas por suas paisagens panorâmicas, trilhas e formações rochosas peculiares, como a Pedra do Tocantins, que lembra o mapa do estado.

Crédito: Reprodução/YouTube Rolê Família

A trilha tem trechos íngremes, pedras soltas e cascalho, o que exige atenção e preparo físico dos visitantes. A subida até o primeiro ponto do topo tem cerca de 720 metros e pode ser considerada de dificuldade média, segundo disse ao g1 Andréia Bernardes, gestora de turismo na região das Serras Gerais.

Crédito: Flickr - Alexandre Marino

Ela recomenda o uso de calçados fechados, com boa aderência, e o acompanhamento de um guia ou trilheiro experiente, pois há locais onde é fácil perder a orientação. A especialista também alertou para os riscos de abandonar os caminhos demarcados em busca de ângulos para fotografias, especialmente nas proximidades de barrancos.

Crédito: Flávio Cavalera/Governo do Tocantins

"O topo a vista panorâmica já são um presente. Também é fundamental nunca sair da trilha para descer por caminhos alternativos, pois o terreno é muito escorregadio e as pedras podem se soltar com facilidade. A melhor lembrança de uma trilha é voltar para casa em segurança", salientou ela ao g1.

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