Ícone dos direitos civis norte-americanos, Jesse Jackson morre aos 84 anos

Jesse Jackson, pastor, ativista e uma das principais vozes do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos, morreu aos 84 anos, informou sua família em comunicado. Ele se tornou conhecido por marchar ao lado de Martin Luther King Jr.

Crédito: United States Mission Geneva, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons

Além disso, é claro, por lutar por igualdade racial, justiça social e direitos de voto. Jackson também concorreu duas vezes à nomeação presidencial pelo Partido Democrata nos anos 1980, ampliando o engajamento político de comunidades marginalizadas.

Crédito: Lorie Shaull from St Paul, United States, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons

Fundador da Rainbow/PUSH Coalition, dedicou sua vida a dar voz aos sem voz e a promover mudanças sociais duradouras. Sua morte foi amplamente lamentada por líderes e ativistas.

Crédito: United States Mission Geneva, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons

Outra pessoa importante na luta contra o racismo foi Nelson Mandela, o mais importante líder da África Negra. Nascido em 1918, Nelson Mandela tornou-se advogado antes de passar 27 anos encarcerado.

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Cumpriu sua pena em diferentes prisões, incluindo a famosa Robben Island (sua cela hoje é ponto turístico). Foi libertado em 1990, após uma campanha internacional.

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Eleito presidente da África do Sul em 1994, teve como vice o homem branco que foi seu antecessor: Frederick de Klerk, que já havia revogado leis raciais no país. Ambos receberam juntos o Prêmio Nobel da Paz de 1993. Mandela morreu 2013.

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A luta contra o racismo envolve cada vez mais pessoas, conscientes de que não basta não discriminar. É necessário denunciar a intolerância, pois racismo é crime. Confira, nesta galeria, outras grandes lideranças da luta contra o racismo.

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Martin Luther King – Marcou a história mundial como um expoente da luta por igualdade de direitos. Nascido em 15/1/1929 ele se eternizou como ativista e pacifista com passagens e discursos que ficaram na memória coletiva.

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King promoveu diversas manifestações. Na mais famosa dela – a Marcha sobre Washington por Trabalho e Liberdade – proferiu a frase “Eu tenho um sonho”, que entrou para a história, no antológico discurso aos pés do Memorial de Lincoln, em 1963.

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Em 4/4/1968, King estava na varanda do hotel quando foi baleado por James Earl Ray, condenado a 100 anos de prisão pelo crime. Em 1999, autoridades concluíram que o assassinato foi planejado por membros da máfia e do governo americano.

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Malcolm X (1925-1965) – Revoltado com o assassinato do pai e violências sofridas pela mãe, Malcolm era radical. Defendia o Nacionalismo Negro e fundou a Organização para a Unidade Afro-Americana, de inspiração separatista. Convertido ao Islã, foi morto por muçulmanos extremistas.

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Jesse Owens (1913-1980) – Atleta americano, ganhou quatro Ouros Olímpicos, em 1936, em plena Alemanha Nazista. Sua vitória aconteceu diante do olhar enfurecido de Hitler, que cuspia discursos sobre a suposta supremacia ariana.

Crédito: Domínio Público

Ron Stallworth – Nascido em 18 de junho de 1953. Primeiro policial negro de Colorado Springs, no Colorado. Trabalhou infiltrado na Ku Klux Klan (grupo que matava negros) no fim dos anos 70, fingindo ser branco por telefone.

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Alice Walker – Escritora americana, nascida em 9/2/1944, é uma das vozes mais ativas na luta contra a discriminação. Penou para estudar por causa da segregação. Ganhou o Pulitzer (1983) pelo livro “A Cor Púrpura”, que inspirou o filme de Steven Spielberg.

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Koffi Annan (1938-2018) – Diplomata ganês, secretário-geral da ONU (1997-2006). Nobel da Paz em 2001 por criar o Fundo Global de Luta contra Aids, Tuberculose e Malária, para países em desenvolvimento.

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Angela Davis – Professora e filósofa americana, 26/1/1944, alcançou notoriedade nos anos 1970 como integrante do Partido Comunista dos Estados Unidos e do grupo Panteras Negras, que monitorava a ação policial na Califórnia.

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Barack Obama – Político e advogado americano, nascido em 4/8/1961, foi o 44º presidente dos Estados Unidos (2009-2017). 1º negro a presidir o país. Nobel da Paz em 2009. Democrata, foi Senador. Sancionou lei também contra o preconceito de gênero.

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Nina Simone (1933-2003)- Cantora e pianista americana. Por ser negra, foi impedida de ingressar no Instituto de Música quando jovem. Ganhou espaço em bares, misturando arte e ativismo. Sua canção “Mississippi Goddamn” tornou-se hino negro. Ela cantou no enterro de Martin Luther King.

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Abdias Nascimento (1914-2011) – Ator, escritor e professor paulista. Indicado ao Nobel da Paz em 2010. Fundou, idealizou ou integrou várias instituições de defesa dos direitos humanos. Professor emérito na Universidade do Estado de Nova York, em Buffalo.

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