Ideia surgiu de desenho em guardanapo: brasileiras criam empresa de casas sustentáveis que ficam prontas em 45 dias

Uma pergunta simples sobre criar algo que refletisse suas identidades acabou transformando completamente as trajetórias de vida de duas mulheres que vivem no Mato Grosso do Sul.

Crédito: Reprodução/@domoself.br

Ao questionarem as estruturas rígidas das casas convencionais, as sócias Rafaella Féo e Elieth Lopes Gonçalves idealizaram um ambiente integrado e orgânico, algo diferente do padrão tradicional.

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Segundo informações do site Campo Grande News, o primeiro esboço foi feito de forma improvisada em um guardanapo, dando início a uma busca por alternativas arquitetônicas inovadoras.

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Diante da ausência de construtores especializados em domos geodésicos no Mato Grosso do Sul, elas decidiram aprender a técnica por conta própria, estudando e erguendo com as próprias mãos uma cúpula de triângulos no quintal de casa.

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Essa estrutura inicial, que hoje funciona como um laboratório vivo e espaço para práticas como yoga, logo atraiu a atenção de curiosos e resultou na fundação da Domoself, a primeira empresa do ramo na região.

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As vantagens desse tipo de construção vão muito além da estética diferenciada. O custo chega a ser 30% inferior ao da alvenaria comum, com projetos que variam de R$ 45 mil a mais de R$ 100 mil, dependendo do refinamento e tamanho.

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Outro ponto crucial é em relação ao desperdício de materiais, que é quase inexistente, “É uma construção limpa. O cliente praticamente não fica com resíduo”, ressaltou Rafaella.

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O tempo de execução é outro diferencial que chama a atenção, permitindo a entrega de uma unidade habitacional em um período que varia entre 29 e 60 dias, em contraste com os longos meses de obras tradicionais.

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Além da agilidade, a sustentabilidade se destaca pela eficiência térmica, já que o formato arredondado favorece a circulação contínua do ar, que escapa naturalmente por uma abertura no topo.

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As construções em forma de domos geodésicos ganharam destaque no século 20 graças ao arquiteto e inventor Buckminster Fuller, que popularizou essa técnica por sua eficiência estrutural e economia de materiais.

Crédito: Autor Desconhecido/Wikimedia Commons

Alguns dos exemplos mais famosos são a Spaceship Earth, no parque Epcot, na Flórida, e o imenso complexo estufas do Eden Project, localizado na Cornualha, Inglaterra.

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Outro destaque é a Biosfera de Montreal, um museu dedicado ao meio ambiente que utiliza a carcaça de aço de um antigo pavilhão da Expo 67. Hoje, essas estruturas são usadas em residências, estufas agrícolas, centros científicos e hospedagens ecológicas em várias partes do mundo.

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