Iniciativa inédita: helicóptero espalha 2,6 milhões de sementes para acelerar reflorestamento da Mata Atlântica no ES

Uma iniciativa de recuperação da Mata Atlântica levou cerca de 4 toneladas de sementes de palmeira-juçara a uma área degradada de Rio Novo do Sul, no sul do Espírito Santo. A distribuição foi feita com o auxílio de um helicóptero do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer), que sobrevoou aproximadamente 80 hectares de floresta.

Crédito: Reprodução/TV Gazeta

Ao todo, cerca de 2,6 milhões de sementes foram espalhadas com apoio de um sistema de GPS, que orientou a aeronave para ampliar a cobertura do terreno sem exigir a abertura de trilhas na vegetação. A operação foi realizada pela prefeitura em parceria com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).

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O principal objetivo é acelerar a regeneração de uma espécie ameaçada pela exploração ilegal de palmito. Como a juçara possui apenas um caule, sua retirada provoca a morte da planta, ao contrário do que ocorre com outras palmeiras capazes de rebrotar.

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A espécie também exerce papel essencial no ecossistema, pois seus frutos alimentam diversas aves e mamíferos, que ajudam a espalhar suas sementes. Para aumentar as chances de germinação, os responsáveis utilizaram sementes de matrizes nativas, doadas por três agroindústrias locais.

Crédito: Flickr - Alex Popovkin

A expectativa é que, em 5 a 6 anos, a área apresente um aumento expressivo no número de palmeiras adultas, o que permitirá que a fauna retome parte do processo natural de dispersão. Além da recuperação ambiental, o projeto pretende fortalecer uma atividade econômica importante para o município, reconhecido por lei estadual como a Capital Estadual da Juçara.

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A polpa do fruto, conhecida como “açaí capixaba”, serve de matéria-prima para sucos, doces, sorvetes, picolés e outras receitas. O setor também gera empregos e movimenta o turismo gastronômico, com estabelecimentos que utilizam o ingrediente e roteiros que conectam Rio Novo do Sul a Vargem Alta.

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Segundo o g1, produtores locais veem na iniciativa uma forma de preservar a floresta e assegurar renda para as próximas gerações. A juçara também ganhou espaço nas escolas municipais, onde projetos educativos destacam sua importância para a biodiversidade e para a economia da região.

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Inspirado em um projeto da Fundação Florestal de São Paulo, a iniciativa combina tecnologia, agricultura familiar e conservação. A prefeitura espera que no futuro a experiência sirva de referência para outros projetos de restauração de áreas degradadas da Mata Atlântica no Espírito Santo.

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