Vídeos de uma partida de vôlei disputada dentro de um rio na Ljubljana, capital da Eslovênia, chamaram a atenção nas redes sociais e despertaram dúvidas entre internautas. Alguns chegaram a suspeitar do uso de inteligência artificial, mas as imagens são reais.
Na competição, as atletas enfrentam um desafio incomum: jogar com a quadra parcialmente submersa. Criado inicialmente para promover competições tradicionais de vôlei, o Vôlei na Água ("VOW", na sigla em inglês) ganhou formato anual em 2023 e passou a reunir oito duplas de cada gênero em partidas inspiradas nas regras do vôlei de praia.
Crédito: Divulgação/VOWOs jogos ocorrem no rio Ljubljanica, que atravessa o centro histórico da cidade, em uma estrutura cercada por arquibancadas e linhas iluminadas por LEDs. A atmosfera lembra a de um festival, com música, performances de dança, opções de comida e público concentrado nas margens.
Crédito: Divulgação/VOWA 4ª edição aconteceu nos dias 10 e 11 de julho e distribuiu prêmios de aproximadamente R$ 8,5 mil à dupla campeã, R$ 4 mil à vice-campeã e R$ 1,7 mil à 3ª colocada. Entre os participantes esteve a polonesa Aleksandra Ola Wachowicz, ex-jogadora de vôlei de quadra que atualmente compete na areia e terminou o torneio na 3ª posição.
Crédito: Divulgação/VOWEm entrevista ao ge, ela descreveu a experiência como surreal, sobretudo por praticar um esporte familiar em um cenário tão improvável, diante de centenas de espectadores. "As pessoas ficam fascinadas porque parece que não deveria funcionar... mas funciona, e é bonito", declarou.
Crédito: Divulgação/VOWApesar de continuar sendo vôlei, a modalidade exige adaptações. A quadra fica cerca de 15 centímetros submersa, o que dificulta corridas, mudanças de direção e movimentos explosivos. Wachowicz contou que precisou de alguns pontos para se acostumar à superfície e destacou a importância de manter o equilíbrio e prestar atenção à posição dos pés.
Crédito: Divulgação/VOWAté os mergulhos típicos do vôlei têm diferenças, já que os atletas terminam as defesas cobertos de água, enquanto um funcionário em um caiaque recolhe as bolas que saem da quadra. O jogador tcheco Tom Semerad, especialista na modalidade de praia, também ressaltou os obstáculos impostos pelo ambiente.
Crédito: Divulgação/VOW"Para os defensores que atuam no fundo da quadra, é muito difícil se movimentar, especialmente para alcançar as bolas. É mais fácil saltar nesse ambiente, já que o piso é rígido, mas se movimentar é bem mais complicado [...] É um tipo de vôlei completamente diferente", destacou ele.
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