Poucos atores sintetizam tão bem o arquétipo do gângster no cinema norte-americano quanto Joe Pesci. Ele construiu uma filmografia marcante em Hollywood, especialmente em histórias sobre o submundo do crime.
Apesar da carreira relativamente seletiva, sua intensidade como ator o transformou em uma figura cultuada do cinema.
Crédito: yausser/Wikimédia CommonEm 1991, ao receber o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por “Os Bons Companheiros”, Pesci protagonizou um momento curioso ao fazer o segundo discurso mais curto já registrado na premiação. “It’s my privilege, thank you” (“É um privilégio, obrigado”), declarou, sucintamente.
Crédito: Reprodução do Youtube Canal OscarsAlém da vitória, ele também recebeu indicações ao prêmio da Academia na mesma categoria por “Touro Indomável”, em 1981, e “O Irlandês”, em 2020.
Crédito: Reprodução do YoutubeJoseph Frank Pesci nasceu em 9 de fevereiro de 1943, em Newark, no estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos, em uma família de ascendência italiana Aos cinco anos já participava de programas de televisão e, na adolescência, fez parte de espetáculos musicais e apresentações de comédia.
Crédito: Reprodução do Facebook Nic Luciano SrParalelamente, desenvolveu interesse pela música e chegou a gravar um álbum como cantor no final da década de 1960, antes de concentrar definitivamente seus esforços na atuação.
Crédito: Reprodução do Facebook Jose TerreroA virada decisiva em sua carreira ocorreu em 1980, quando foi escalado para “Touro Indomável”, dirigido por Martin Scorsese. No filme, Pesci interpreta Joey LaMotta, irmão e empresário do boxeador Jake LaMotta, vivido por Robert De Niro. O papel rendeu sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.
Crédito: DivulgaçãoA parceria com Scorsese e De Niro se consolidaria uma década depois em “Os Bons Companheiros” (1990), obra que é um dos maiores clássicos do cinema sobre a máfia.
Crédito: DivulgaçãoNo filme, Pesci interpreta Tommy DeVito, um gângster imprevisível e violento cuja mistura de charme e brutalidade marcou a cultura pop. O desempenho explosivo lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante e consolidou sua imagem como um dos intérpretes definitivos do universo criminoso retratado nas telas.
Crédito: Reprodução do YoutubeEm 1995, Pesci voltou ao território da máfia com outro grande papel em “Cassino”, novamente sob direção de Scorsese. No longa, ele vive Nicky Santoro, um mafioso enviado a Las Vegas para proteger os interesses da organização criminosa que controla cassinos na cidade.
Crédito: DivulgaçãoApesar da fama associada aos gângsteres, Pesci também demonstrou grande versatilidade ao longo da carreira.
Crédito: Reprodução do Flickr Mike HudakEm “Esqueceram de Mim” (1990), comédia natalina que se tornou um fenômeno mundial, ele interpreta Harry Lime, um dos ladrões atrapalhados que tentam invadir a casa do pequeno Kevin, vivido por Macaulay Culkin. O contraste entre sua imagem de criminoso durão e o tom cômico do filme ajudou a criar um dos vilões mais memoráveis do cinema familiar dos anos 1990.
Crédito: DivulgaçãoOutro desempenho celebrado veio com “Meu Primo Vinny” (1992), comédia jurídica em que Pesci vive um advogado inexperiente que precisa defender dois jovens acusados injustamente de assassinato no sul dos Estados Unidos. Misturando improviso, timing cômico e sotaque carregado, ele criou um personagem que se tornou referência no gênero e ajudou a transformar o filme em um clássico cult.
Crédito: DivulgaçãoO ator também participou da franquia “Máquina Mortífera” a partir do segundo filme, interpretando Leo Getz, um contador falante e atrapalhado que acaba se envolvendo nas investigações dos detetives Riggs (Mel Gibson) e Murtaugh (Danny Glover). O personagem ficou marcado pela frase recorrente “ok, ok, ok”.
Crédito: DivulgaçãoDepois de uma carreira intensa nas décadas de 1980 e 1990, o ator reduziu significativamente o ritmo de trabalho, preferindo projetos esporádicos e uma vida mais reservada.
Crédito: Reprodução do Flickr MIMI TELLERDurante anos, chegou a anunciar aposentadoria do cinema, embora continuasse fazendo participações ocasionais. O retorno mais notável ocorreu em “O Irlandês” (2019), épico criminal de Martin Scorsese para a Netflix.
Crédito: DivulgaçãoNo filme, Pesci interpreta o chefe mafioso Russell Bufalino com uma abordagem oposta aos papéis explosivos que o tornaram famoso: silencioso, calculista e quase paternal, o personagem lhe rendeu aclamação da crítica e sua terceira indicação ao Oscar.
Crédito: Reprodução do Flickr Michal WilczekJoe Pesci foi casado três vezes e tem uma filha, Tiffany Pesci, fruto do relacionamento com a atriz Claudia Haro. Fora das telas, também cultiva o interesse pela música, atividade que exerceu antes da fama em Hollywood e à qual retornou ocasionalmente ao longo dos anos.
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