Uma jovem de 28 anos permanece em processo de reabilitação cinco meses após sofrer um grave acidente na montanha-russa Montezum, do parque Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo. Júlia estava acompanhada do marido, João Pedro, quando retornou à atração pela segunda vez no mesmo dia e saiu desacordada do brinquedo.
Imagens exibidas pelo Fantástico, da TV Globo, mostram a jovem, que é natural de Londrina, no Paraná, consciente durante a subida do carrinho, mas não registram o restante do percurso. Cerca de dois minutos depois, na chegada à plataforma, ela aparece inconsciente e, segundo o marido, apresentava convulsões.
Crédito: Reprodução/TV GloboFuncionários retiraram Júlia do carrinho e a levaram inicialmente ao ambulatório do parque, antes dela ser transferida para a Santa Casa de Vinhedo. Exames identificaram hemorragia intracraniana e edema cerebral, quadro que exigiu uma craniectomia descompressiva de emergência.
Crédito: Reprodução/TV GloboSegundo o neurocirurgião Victor Batistela, "a cirurgia visa a retirada de uma grande porção da calota craniana para permitir o cérebro fazer esse processo de inchaço". A jovem precisou ser operada às pressas e teve diagnóstico de traumatismo cranioencefálico (TCE).
Crédito: Reprodução/TV GloboEla permaneceu internada por 57 dias e, desde então, já passou por sete cirurgias. Segundo a família, ela perdeu os movimentos do lado esquerdo do corpo e enfrenta dificuldades para falar, além de seguir uma rotina intensa de fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia.
Crédito: Marcelo Leal/UnsplashUm laudo médico citado pelos familiares relaciona o traumatismo a um mecanismo de "contragolpe" provocado pelos movimentos de aceleração, desaceleração e rotação do brinquedo. O episódio passou a ser investigado pelo Ministério Público de São Paulo, que determinou uma perícia para esclarecer as circunstâncias do acidente.
Crédito: Reprodução/GlobonewsInaugurada em 1999, a Montezum tem cerca de 42 metros de altura, ultrapassa 100 km/h e é apontada como a maior montanha-russa de madeira da América Latina. O caso de Júlia também trouxe à tona outros relatos de problemas associados à atração, incluindo episódios registrados em 2014 e 2018.
Crédito: Divulgação/Hopi HariEm 2018, a professora Nathalia Assenjo Motta sofreu uma grave lesão cervical após um movimento de chicote e precisou colocar 12 pinos e duas hastes na região. Em 2014, um motoboy ficou tetraplégico após um acidente e morreu em 2023 por complicações relacionadas a uma infecção.
Crédito: Reprodução/TV GloboAlém desses casos, foram registrados pelo menos 40 relatos de pessoas que afirmam ter sofrido lesões na Montezum em anos recentes, com queixas que incluem dores cervicais, problemas nos joelhos e fraturas. O Hopi Hari afirma que a atração "possui certificação internacional", passa por inspeções anuais e segue as normas brasileiras de segurança.
Crédito: Divulgação/Hopi Hari