‘Lagoa dos Ventos’: complexo no sertão do Piauí abastece milhões de casas e lidera geração eólica no Brasil

Antes visto apenas como uma região marcada pelo clima seco, o sertão do Piauí tornou-se um dos principais símbolos da transição energética brasileira. É ali que está o complexo eólico Lagoa dos Ventos, empreendimento da Enel reconhecido como o maior parque de energia dos ventos em operação no Brasil e na América Latina.

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A combinação de ventos intensos e regulares transformou a área em um dos locais mais favoráveis do continente para a produção de eletricidade a partir de fontes renováveis. O complexo possui capacidade instalada de 1.063 megawatts e produz mais de 3,3 terawatts-hora de energia por ano.

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Esse volume é suficiente para abastecer aproximadamente 3,4 milhões de residências, o que evidencia a importância do empreendimento para o sistema elétrico nacional. Espalhadas por uma extensa área do sertão, centenas de turbinas aproveitam a força dos ventos que sopram de maneira constante durante grande parte do ano.

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As estruturas, equipadas com torres de grande altura e pás que ultrapassam 60 metros de comprimento, convertem a energia cinética do vento em eletricidade, posteriormente enviada para a rede nacional de transmissão e distribuída para consumidores de diversas regiões do país.

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As condições naturais do Nordeste representam um dos principais diferenciais da geração eólica brasileira. A constância e a direção predominante dos ventos garantem elevado rendimento às turbinas, permitindo uma produção mais eficiente e custos menores em comparação com áreas onde as correntes de ar apresentam maior variação.

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Além de fortalecer a matriz energética limpa do Brasil, o Lagoa dos Ventos impulsiona a economia regional com investimentos, geração de empregos e melhorias na infraestrutura local. O crescimento do setor também consolida o Nordeste como líder nacional em energia eólica, atraindo novos projetos e estimulando o desenvolvimento tecnológico.

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Outros exemplos de complexos eólicos de destaque no Brasil são o Complexo Campo Largo, na Bahia, com 22 parques eólicos no município de Sento Sé, e o Complexo Chuí, no Rio Grande do Sul, que entrou em operação entre 2015 e 2016 e soma 28 parques eólicos.

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Enquanto amplia sua capacidade em terra, o país também investe em estudos para instalar parques eólicos no mar, conhecidos como offshore. A expectativa é que essa tecnologia complemente a produção já existente e aumente ainda mais a participação das fontes renováveis na oferta de energia.

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