Leonard Cohen: músico e poeta canadense morreu de forma inusitada

O cantor, compositor e poeta canadense Leonard Cohen foi um dos mais importantes da cultura canadense e também teve reconhecimento mundial. E sua morte foi de um jeito inusitado. Ele faleceu em novembro de 2016,  após sofrer uma queda da cama durante a madrugada.

Crédito: Reprodução do Flickr Jon Lean

Até o fim da vida, o artista manteve uma relação intensa com a criação e com os grandes temas da existência humana.

Crédito: Reprodução do Flickr Maja's Flickr

Nascido em 21 de setembro de 1934, em Montreal, no Canadá, Leonard Norman Cohen cresceu em uma família judia de classe média e desde cedo demonstrou inclinação para a literatura.

Crédito: Reprodução do Facebook Leonard Cohen

Antes de se tornar conhecido como músico, construiu reputação sólida como poeta e romancista. Livros como “Let Us Compare Mythologies” e “The Spice-Box of Earth” o colocaram em evidência no cenário literário canadense ainda nos anos 1950 e 1960.

Crédito: Reprodução do Facebook Leonard Cohen

Sua escrita, marcada por espiritualidade, melancolia e reflexão filosófica, já antecipava muitos dos temas que depois migrariam para suas canções.

Crédito: Domínio Público/Wikimédia Commons

Em sua carreira literária, ele publicou 13 livros de poemas e dois romances – “The favourite game” e “Beautiful losers”.

Crédito: Reprodução do Flickr gaët

A transição para a música ocorreu de forma gradual. Cohen começou a compor e cantar nos anos 1960, inicialmente inserido no universo do folk, mas sempre com uma abordagem singular.

Crédito: Reprodução do Flickr enola.be

Seu álbum de estreia, “Songs of Leonard Cohen” (1967), apresentou ao público um artista de voz grave e contida, mais próximo de um narrador do que de um intérprete convencional.

Crédito: Baggio /Wikimédia Commons

Canções como “Suzanne” e “So Long, Marianne” revelaram uma lírica intimista e sofisticada, que rapidamente conquistou ouvintes atentos às nuances emocionais e poéticas.

Crédito: Reprodução do Youtube

Ao longo das décadas seguintes, Leonard Cohen construiu uma obra musical consistente e profundamente influente, com fama especialmente na Europa.

Crédito: Reprodução do Flickr Ray

Discos como “Songs of Love and Hate”, “New Skin for the Old Ceremony” e “Various Positions” consolidaram seu estilo austero e reflexivo.

Crédito: Divulgação

Em “Various Positions” surgiu “Hallelujah”, canção que, apesar de inicialmente subestimada, se tornaria uma das mais reinterpretadas da história da música popular.

Crédito: Reprodução do Youtube

A composição ganhou vida própria ao longo dos anos, sendo regravada por dezenas de artistas e associada a contextos religiosos, românticos e existenciais, sempre mantendo sua ambiguidade original.

Crédito: Reprodução do Youtube

Ao longo dos anos 1990, Leonard Cohen se afastou gradualmente da música e da vida pública para se dedicar a uma intensa busca espiritual. Em 1994, ele se retirou para o Mount Baldy Zen Center, próximo a Los Angeles, onde passou cerca de cinco anos vivendo de forma reclusa, ordenando-se monge zen-budista em 1996 sob o nome Jikan, que pode ser traduzido como “silêncio”.

Crédito: - Reprodução do Youtube

No início dos anos 2000, Cohen descobriu que sua ex-empresária havia desviado a maior parte de suas economias ao longo dos anos – um prejuízo estimado cinco milhões de dólares.

Crédito: Reprodução do Youtube

Diante da situação financeira e já em idade avançada, o artista decidiu retornar aos estúdios e aos palcos, movimento que acabou resultando em uma das fases mais elogiadas de sua carreira, com turnês bem-sucedidas e álbuns aclamados que redefiniram seu legado artístico.

Crédito: Reprodução do Youtube

Álbuns como “Old Ideas”, “Popular Problems” e “You Want It Darker” foram lançados quando ele já ultrapassava os 70 e 80 anos, recebendo aclamação da crítica e do público.

Crédito: Reprodução do Youtube

Leonard Cohen morreu aos 82 anos, poucos dias após o lançamento de “You Want It Darker”, disco que muitos interpretaram como um testamento artístico.

Crédito: Takahiro Kyono /Wikimédia Commons