Linha com cerol rompe rede elétrica, causa apagão, e deixa quase 200 mil pessoas sem luz no RJ

Uma linha de pipa com cerol foi o motivo de uma queda de energia generalizada em bairros das zonas Sudoeste e Sul do Rio de Janeiro no dia 1º de março.

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O incidente deixou cerca de 190 mil clientes sem energia em localidades como São Conrado, Rocinha, Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Freguesia e Taquara.

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A interrupção ocorreu na Estrada do Catonho, que precisou ser interditada nos dois sentidos após o rompimento do cabo ligado a uma torre de Furnas.

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Segundo a Light, normalização total ocorreu durante a madrugada, devido à complexidade do reparo em área de difícil acesso.

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A concessionária alertou para os riscos de soltar pipa próximo à rede elétrica, destacando que a prática pode causar acidentes graves, rompimento de cabos e interrupções no fornecimento de energia.

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A pipa, também chamada de papagaio, pandorga ou arraia em diferentes regiões do Brasil, é um dos brinquedos mais antigos da humanidade. Sua origem é geralmente atribuída à China, há mais de dois mil anos.

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Registros indicam que os primeiros modelos eram feitos com seda e bambu e tinham funções que iam muito além da diversão.

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As primeiras pipas serviam para medições de distância, testes de vento, comunicação militar e até experimentos científicos.

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Com o tempo, a prática se espalhou pela Ásia e chegou à Europa por rotas comerciais, ganhando novos formatos e significados culturais.

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No século 18, por exemplo, pipas foram usadas em experimentos sobre eletricidade atmosférica, ajudando a ampliar o conhecimento científico da época.

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Com o tempo, a pipa deixou de ser instrumento técnico ou militar e se consolidou como brincadeira popular, especialmente em países de clima tropical e ventos constantes.

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No Brasil e em diversos países da América Latina, a pipa se transformou em uma das brincadeiras populares mais democráticas.

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O item se tornou um fenômeno cultural por ser acessível e permitir a fabricação artesanal com materiais simples, como varetas, papel, cola e linha.

Crédito: Reprodução/TV TEM

A experiência envolve tanto habilidade manual na montagem quanto técnica para empinar e manter o equilíbrio no ar, aproveitando a força e a direção do vento.

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Existem diversos tipos de pipa. No Brasil, a mais tradicional é a de dois losangos sobrepostos, leve e ágil. Também existem modelos maiores e mais pesados ou até sem rabiola.

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Em outros países há modelos acrobáticos, como as pipas esportivas de duas ou quatro linhas, que permitem manobras e competições. No sul da Ásia, festivais de pipas reúnem milhares de participantes.

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Apesar do aspecto lúdico, a prática pode envolver riscos, principalmente quando se utiliza linha com cerol ou a chamada “linha chilena”.

Crédito: Linha de pipa – Reprodução/TV Globo

O cerol, uma mistura cortante de cola com vidro moído, é utilizado com o objetivo de “cortar” a pipa do adversário, mas acaba ignorando os perigos que essas linhas representam para quem está no chão.

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O cerol transforma a linha em uma lâmina quase invisível, capaz de causar cortes graves em pedestres, ciclistas e, sobretudo, motociclistas.

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Por isso, autoridades e concessionárias de energia alertam para que a brincadeira ocorra apenas em áreas abertas, longe da fiação e sem o uso de cerol ou materiais cortantes.

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