Um monumento arqueológico localizado em Jaguaruna, no litoral sul de Santa Catarina, chama a atenção por sua importância cultural e histórica.
Trata-se do maior sambaqui do mundo, uma formação milenar construída por povos pré-históricos.
Crédito: Reprodução/Instagram @sambaquiturismoEssas formações são constituídas por camadas de materiais orgânicos, utensílios, conchas, ossos e até restos de alimentos.
Crédito: Montagem/Reprodução @sambaquiturismoO nome “sambaqui” vem do Tupi Guarani e significa “monte de conchas”.
Crédito: Imagem de katermikesch por PixabayOs sambaquis da região de Jaguaruna datam de 7 mil a 2 mil anos a.C., segundo estudos feitos com radiocarbono.
Crédito: Reprodução/Instagram @sambaquiturismoEles revelam aspectos fundamentais da vida dos povos sambaquieiros, que já habitavam a área antes da chegada dos indígenas Guarani, Carijós, Kaingang e Xokleng.
Crédito: Divulgação/Secretaria de Turismo de Jaguaruna“Não se tem estudos de como eles surgiram, o que se sabe é a partir dos achados em sítios arqueológicos”, explicou Gilson Luiz Paes, responsável pelo Museu Cidade de Jaguaruna.
Crédito: Reprodução/Instagram @sambaquiturismoEssas comunidades possuíam organização social, com divisão de atividades, e baseavam sua subsistência na caça, pesca e coleta, fabricando instrumentos de pedra e osso para esse fim.
Crédito: Reprodução/Instagram @sambaquiturismoSegundo Luiz Paes, eles se alimentavam de peixes como robalo e tainha, além de ostras, mariscos, aves e mamíferos marinhos e terrestres.
Crédito: Reprodução/YouTubeAlém de local de moradia e atividade, os sambaquis eram utilizados como espaços ritualísticos e de sepultamento.
Crédito: Reprodução/YouTubeNo sambaqui Jaboticabeira 2, também em Jaguaruna, pesquisas indicam que mais de 40 mil indivíduos podem ter sido enterrados ao longo de 800 anos.
Crédito: Reprodução/YouTubeUma pesquisa feita em 2003 revelou que os rituais eram complexos, com os corpos sendo colocados em posição fetal, sendo tingidos por pigmentos vermelhos e rodeados por estacas e osso de peixes.
Crédito: Reprodução/Instagram @sambaquiturismoJaguaruna tem 53 sítios arqueológicos identificados, sendo mais de 30 sambaquis oficialmente catalogados.
Crédito: Reprodução/YouTubeO maior deles, localizado no Balneário Garopaba do Sul, foi parcialmente destruído no passado, mas hoje é preservado com apoio da prefeitura e aberto a visitas agendadas.
Crédito: Reprodução/Instagram @sambaquiturismoEsse sambaqui tem 31 metros de altura e 300 metros de comprimento.
Crédito: Reprodução/YouTubeUm projeto intitulado “Museu no Percurso da História do Homem do Sambaqui” tem sido responsável por promover a educação patrimonial desse local histórico.
Crédito: Reprodução/YouTube“A maior dificuldade é evitar a entrada de vândalos e conscientizar as pessoas sobre a importância de zelar por esse Patrimônio Mundial”, disse Luiz Paes.
Crédito: Wikimedia Commons/SapienzaArqueologiaAlém da importância histórica, Jaguaruna é conhecida por suas praias de águas calmas e ideais para a família, como a Praia do Camacho e do Arroio Corrente.
Crédito: Reprodução/YouTubeCom cerca de 20 mil habitantes, a cidade tem clima agradável e forte ligação com a pesca artesanal, o que atrai turistas em busca de tranquilidade e contato com a natureza.
Crédito: Divulgação/Prefeitura de Jaguaruna