Arqueólogos da Sociedade Histórica de Wisconsin identificaram 16 canoas antigas no fundo do lago Mendota, nos Estados Unidos. A mais antiga tem cerca de 5.200 anos. As descobertas ajudam a investigar a história e as tradições dos povos indígenas da região.
Algumas canoas datam de 5.200 anos atrás, o que as torna mais antigas que a Grande Pirâmide de Gizé. Segundo os estudos, as canoas foram construídas ao longo de milênios, entre 3.000 a.C. e 1.300 d.C.
Crédito: Divulgação/Sociedade Histórica de WisconsinAo longo de milênios, gerações de povos indígenas utilizaram o lago para pesca, deslocamentos e acesso a recursos naturais. As canoas permaneceram submersas e protegidas por sedimentos, condições que favoreceram a preservação da madeira por milhares de anos.
Crédito: Divulgação/Sociedade Histórica de WisconsinEncontradas agrupadas perto de trilhas naturais submersas, as canoas sugerem rotas de navegação, pesca e circulação regional organizadas. Foram encontradas rochas posicionadas sobre as canoas submersas, uma técnica para evitar que a madeira deformasse durante o congelamento sazonal do lago.
Crédito: Divulgação/Sociedade Histórica de WisconsinLocalizado no condado de Dane, em Wisconsin, nos Estados Unidos, o lago Mendota é frequentemente descrito como o mais estudado do mundo. É o maior lago da bacia do rio Yahara, com aproximadamente 40 km² de área e profundidade máxima de cerca de 25 metros
Crédito: Reprodução/Sociedade Histórica de WisconsinSituado ao norte de Madison, o lago Mendota faz parte da paisagem e da identidade da cidade, além de ter grande importância para a pesquisa científica. Suas margens abrigam bairros residenciais, parques e parte do campus da Universidade de Wisconsin–Madison.
Crédito: ReproduçãoA Universidade de Wisconsin–Madison utiliza o lago para pesquisas científicas, e suas águas também recebem atividades recreativas e esportivas. O Mendota abriga diversas espécies de peixes, aves aquáticas e plantas submersas, integrando os ecossistemas da região.
Crédito: ReproduçãoO Mendota recebe atividades como pesca, navegação e vela; no inverno, quando as condições do gelo permitem, também há patinação e pesca sobre a superfície congelada. O lago e suas margens integram o território ancestral da nação Ho-Chunk, cuja ligação com a região antecede a colonização europeia e permanece viva.
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