Mamífero mais raro do mundo vive em ilha brasileira

Localizado a cerca de 8 km da costa de Florianópolis, em Santa Catarina, o pequeno arquipélago rochoso de Moleques do Sul abriga um dos maiores tesouros da biodiversidade nacional.

Crédito: André Ganzarolli Martins/Wikimédia Commons

Trata-se do preá-de-Moleques-do-Sul, considerado o mamífero mais raro do mundo.

Crédito: Reprodução de vídeo TV Globo

Ele tem essa característica por viver exclusivamente em uma ilha de pouco mais de dez hectares e apresentar a menor distribuição geográfica conhecida entre as espécies terrestres.

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Integrante do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, a área conserva uma população estimada entre 40 e 60 indivíduos do roedor.

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Esse número oscila conforme a disponibilidade de alimento e as condições ambientais, o que torna a espécie extremamente vulnerável a qualquer perturbação local.

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Descoberto apenas na década de 1980 durante pesquisas do antigo órgão ambiental catarinense, o animal foi identificado após a análise de ossadas encontradas por pesquisadores.

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Visualmente semelhante a um porquinho-da-índia, o preá é classificado como criticamente em perigo em escalas global, nacional e estadual.

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Sua sobrevivência é limitada pela escassez de recursos naturais, já que não tem predadores conhecidos na ilha.

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Desse modo, a população oscila conforme a oferta de gramíneas, sua base alimentar.

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“Quando a população cresce demais, começa a faltar alimento, e isso leva naturalmente à redução do número de indivíduos”, explicou o biólogo do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina, Marcos Eugênio Maes.

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A origem da espécie remonta a um processo geológico de cerca de 8 mil anos, quando a elevação do nível do mar isolou populações de preás em topos de morros que se tornaram ilhas, forçando um processo de especiação.

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Atualmente, os animais ocupam apenas 4 hectares de vegetação aberta. Eles se escondem durante o dia e se alimentam nos períodos de menor calor.

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A criação do parque estadual na década de 1970 foi providencial para manter o habitat intocado antes mesmo da descoberta da espécie.

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Hoje, o estado mantém um plano de conservação rigoroso que inclui fiscalização constante pela Polícia Militar Ambiental e pela Marinha.

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O desembarque de turistas no arquipélago é estritamente proibido, sendo a área classificada como “zona intangível”.

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O acesso é restrito a pesquisadores para evitar a introdução de patógenos, sementes invasoras ou riscos de incêndio que poderiam causar a extinção definitiva da espécie.

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Qualquer interferência humana mínima representa uma ameaça existencial para este roedor, visto que seu sistema imunológico evoluiu de forma isolada do continente por milênios.

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“Encontramos restos de fogueira na ilha. Um incêndio ali seria catastrófico. Se essa espécie se extinguir, não haverá possibilidade de recuperação. É uma perda definitiva”, alertou Maes.

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