Marco Nanini se apresenta em espetáculo com união de música e literatura

Na noite de 2 de dezembro de 2025, o ator Marco Nanini se apresentou no palco do Teatro Glaucio Gill, em Copacabana, no Rio de Janeiro, com o recital “Alma brasileira – Ensaio nº 2”.

Crédito: Reprodução do Instagram @marconaniniator

O espetáculo, que mistura literatura e música popular, marcou o encerramento do festival comemorativo para celebrar os 60 anos da casa, que exibiu 30 montagens ao longo de 30 dias.

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O ator revisitou canções brasileiras anteriores à Bossa Nova, acompanhado nos teclados por Gabriel Gravina. No repertório, Nanini percorreu clássicos como “Chão de estrelas” (1937), “Carinhoso” (1917, com letra de 1937) e “Mora na filosofia” (1955).

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Entre uma canção e outra, o artista leu textos de Antônio Maria (1921 - 1964), Rubem Braga (1913–1990) e Luís Fernando Veríssimo (1936–2025), abrindo a apresentação com “O homem trocado”, do último.

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Sandra Pêra fez uma participação especial, cantando “Escandalosa” (1947) e dividindo o microfone com Nanini em “Diz que tem” (1940), sucesso de Carmen Miranda. O recital terminou em clima de celebração: a plateia lotada acompanhou o ator em um coro emocionado de “Carinhoso”.

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Filho de um imigrante italiano, Marco Nanini nasceu em 31 de maio de 1948, em Recife, Pernambuco. Aos 10 anos, porém, mudou-se para o Rio de Janeiro.

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Ao longo das décadas, Nanini se consolidou como um dos atores mais versáteis e respeitados do Brasil. Ele já transitou por diferentes estilos, desde o teatro clássico e moderno, até a comédia, musical, teatro político e de vanguarda.

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Um dos grandes marcos de sua trajetória teatral foi a peça “O Mistério de Irma Vap”, interpretada por Nanini e por Ney Latorraca, que entrou para o Guinness World Records por manter o mesmo elenco por 11 anos consecutivos em cartaz, do final da década de 1980 até meados dos anos 1990.

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Além disso, Nanini acumula dezenas de montagens teatrais, ganhando prêmios importantes como os troféus Shell, Molière, Mambembe e Sharp. Um reconhecimento que reforça sua consistência e excelência artística.

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Embora o teatro seja o alicerce de sua carreira, Nanini também fez nome em televisão e cinema, com atuações marcantes em novelas, séries e filmes.

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No âmbito televisivo, ele participou de novelas como “Brega e Chique”, “Pedra sobre Pedra”, “Andando nas Nuvens” e "Êta Mundo Bom!".

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Ele também é muito lembrado nacionalmente como Lineu Silva, da série de comédia “A Grande Família”, que esteve no ar de 2001 a 2014.

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Recentemente, ele interpretou o médium acusado de crimes em "João Sem Deus - A Queda de Abadiânia" (2023), em trama com as atrizes Karine Teles e Bianca Comparato.

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No cinema, sua filmografia inclui produções clássicas e diversificadas, como "Carlota Joaquina, Princesa do Brazil" (1995), “O Auto da Compadecida” (2000), “Lisbela e o Prisioneiro” (2003), “Irma Vap – O Retorno” (2006) e, mais recentemente, “Greta” (2019).

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Em “Greta”, Nanini interpretou um personagem idoso e solitário, em uma trajetória intensa de amor e aceitação. Um papel que ele mesmo descreveu como desafiador, reafirmando sua disposição de explorar com profundidade personagens complexos mesmo em uma fase madura da carreira.

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Além de atuar, Nanini expandiu sua atuação nos bastidores: em 1998 fundou, junto com seu parceiro, a produtora teatral Pequena Central. Posteriormente, em 2006, inaugurou o Galpão Gamboa, no Rio de Janeiro, um espaço dedicado à produção cultural e à formação social por meio das artes e esportes, voltado especialmente a comunidades carentes da zona portuária.

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Na vida privada, Nanini optou por viver de forma discreta. Em 2011, ele falou publicamente sobre sua intimidade, afirmando que se assumiu para os pais ainda na adolescência e que sempre viveu com naturalidade as próprias escolhas.

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Há mais de três décadas, mantém uma relação com Fernando Libonati com quem divide vida e parte da produção teatral.

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