Martinho desfila e vibra na Vila Isabel: conheça a carreira do artista

Nome que é referência no samba brasileiro, Martinho da Vila voltou a desfilar em sua escola de coração, a Unidos de Vila Isabel, do bairro que o cantor carrega no nome artístico.

Crédito: Eduardo Hollanda FlickR Rio Carnaval

A apresentação do enredo em homenagem a Heitor dos Prazeres conquistou público e crítica. O samba ganhou o Estandarte de Ouro de melhor do ano, com um ritmo que contagiou a plateia.

Crédito: Eduardo Hollanda FlickR Rio Carnaval

Aquariano, sempre demonstrando bom humor, Martinho fez 88 anos em 12 de fevereiro. Costuma celebrar seu nascimento junto com o carnaval, já que geralmente a folia cai por esses dias do mês mais curto do ano. Por sinal, ele nasceu no carnaval de 1938.

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Martinho da Vila, aliás, será homenageado com uma estátua monumental — em bronze e tamanho natural — erguida sobre uma coroa na Praça Barão de Drummond, em Vila Isabel.

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A obra, idealizada pelo carnavalesco Paulo Barros e esculpida por Mário Pitanguy, terá cerca de 14 metros de altura e prestará tributo ao legado do sambista. Veja agora a carreira de Martinho. Veja a história do grande artista.

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Filho de lavradores, Martinho José Ferreira nasceu em 12/2/1938 em Duas Barras, no interior do RJ. Com apenas quatro anos, mudou-se com a família para a capital. Antes de se tornar um ícone da arte, ele serviu o exército na juventude.

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Na década de 1970, decidiu abandonar a carreira militar para dedicar-se ao samba, paixão que o tornaria conhecido nacionalmente.

Crédito: Arquivo Nacional do Brasil

No Festival da Música Popular Brasileira de 1967 da Record, vencido por Edu Lobo com “Ponteio”, concorreu com a canção “Menina Moça”, interpretada por Jamelão, cantor que se tornaria um emblema da Mangueira.

Crédito: Instagram @martinhodavilaoficial

No ano seguinte, Martinho da Vila emplacou seu primeiro grande sucesso, “Casa de Bamba”, canção que se tornaria um dos clássicos de seu repertório.

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A canção foi faixa do primeiro álbum do sambista, lançado em 1969 pela RCA Victor. O disco trazia ainda sucessos como “Quem É Do Mar Não Enjoa”, “O Pequeno Burguês” e “Pra Que Dinheiro”.

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Daí em diante, passou a lançar discos quase todos os anos, emplacando clássicos definitivos do samba nacional. Entre suas produções mais cultuadas estão “Canta Canta, Minha Gente” (1974) e ‘Tá Delícia, Tá Gostoso” (1995).

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Além de “Casa de Bamba” e “Canta Canta, Minha Gente”, outras músicas muito conhecidas do compositor e cantor são “Disritmia”, “Devagar Devagarinho” (composição de Eraldo Divagar), “Mulheres” (de Toninho Geraes) e “Ex-Amor”.

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Martinho da Vila também é uma das personalidades mais ilustres do Carnaval carioca. Especialmente por sua ligação com a escola de samba Unidos de Vila Isabel, da qual é presidente de honra.

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É dele a idealização do histórico enredo “Kizomba: A Festa da Raça”, que deu à escola o seu primeiro título do Grupo Especial, em 1988, no centenário da abolição da escravatura.

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Entre as características marcantes da obra de Martinho estão a celebração da cultura popular, a crítica social e a exaltação da negritude.

Crédito: Instagram @martinhodavilaoficial

Em 1991, Martinho encontrou-se com Nelson Mandela, líder sul-africano que foi símbolo da luta contra o apartheid no país. Um reconhecimento a um dos artistas brasileiros que mais se engajaram no combate ao racismo e pelos direitos da população negra.

Crédito: Instagram @martinhodavilaoficial

Apesar de sua forte ligação com o samba, o artista é reconhecido como detentor de estilo eclético, incursionando por outros gêneros da MPB, e também um pesquisador da cultura popular.

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Martinho da Vila também tem uma trajetória consistente como escritor. Em 2024, ele lançou seu 21º livro, “Martinho da Vida”. Sua obra bibliográfica passeia por gêneros diversos, do infanto-juvenil ao romance e ao autobiográfico.

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Martinho da Vila tem oito filhos, incluindo a cantora Mart’nália. Ele é casado desde 1993 com Cléo Ferreira, mãe de seus dois filhos mais novos.

Crédito: Instagram @martinhodavilaoficial